P.E.U lança EP ‘Connected’ com seu mais novo projeto de Techno

E quem acha que essa é sua primeira produção está enganado.

A vertente escolhe o artista ou o artista escolhe sua vertente? Em meio a diversas linhas sonoras da música eletrônica, DJs e produtores estudam, experimentam e buscam formas de encontrar seu estilo e se destacar em sua área. Muitos têm “sorte” de se encontrar logo no início da sua trajetória. Alguns resolvem tentar uma vertente, pois naquele momento era ideal e outros mudam seu estilo no decorrer do caminho. Normal, e tá tudo bem, o ruim seria permanecer fazendo algo que não faz mais sentido, não é mesmo? Mas o porquê de mencionar isso tudo?

O pernambucano Pedro Vieira, 28 lança seu primeiro EP ‘Connected’ pela gravadora brasileira NODATA através do seu novo projeto: P.E.U. Com três tracks de techno altamente bem produzidas e cheias de sons espaciais (Hypnotic), melodias com vocais, uma pincelada de breakbeat (Much More) e claro, o cargo chefe da sua criação, ‘Connected’, perfeita para ser escutada com os olhos fechados, imaginando estar no seu club favorito. O EP já teve suporte do Victor Ruiz: “Ótimas produções. Connected é a minha favorita. Se os tempos fossem outros, tocaria totalmente essas músicas nas pistas”. Vale ressaltar que sua produção ficou entre os top 100 releases no beatport. Ficou afim de escutar?

Quem acha que essa é a sua primeira produção está enganado. Antes de embarcar na vertente do Techno, Peu tinha um antigo projeto de Psytrance chamado Ambersonic, onde conseguiu diversas gigs por quase todo o Brasil. Mas sua história com a música começou bem antes, em 2007, quando participou de uma banda de Rock ‘Stealth’ com mais quatro amigos, tocando em diversos cantos da cidade do Recife.

(Pedro Vieira na ponta do lado direito com amigos da banda ‘Stealth’)

Foi no ano de 2011 que decidiu optar por um caminho que ele mesmo poderia construir através dos seus gostos. Entrou no curso de Produção Fonográfica na Faculdade Aeso Barros Melo em Olinda, onde despertou o interesse pela mixagem. No ano seguinte ele teve sua primeira gig, levando o nome de ‘Reck Moon’.

(Pedro Vieira em sua primeira gig no ano de 2012)

Em 2014 percebeu que gostaria de alcançar novos caminhos e focou na trajetória de produtor. Mas foi só em 2015 que o projeto Ambersonic surgiu. Mas voltando ao assunto sobre escolhas e vertentes, Peu é um exemplo claro de que sempre é possível um novo começo quando se trata de ir em busca de uma sonho:

“A decisão de criar um novo projeto e sair da cena psicodélica não foi nem um pouco fácil, porém foi natural. As minhas influências e as festas que eu estava frequentando já não eram mais as mesmas e consequentemente meu som no Ambersonic também não. Deixar um projeto no qual eu já estava trabalhando desde 2014 era um passo importante que eu precisava dar para assumir minha nova identidade e liberar minha criatividade na produção. Artistas como Victor Ruiz me inspiraram a dar esse passo, pois ele também passou por esse processo de transição mostrando que é possível começar uma nova jornada e se aventurar em outras cenas”, comenta Peu.

Victor Ruiz iniciou na cena eletrônica em 2006 como DJ e produtor de Psytrance, com o seu projeto Prisma. “Inicialmente eu produzia Psytrance (em 2006). Cerca de três anos depois eu comecei a produzir Techno e não parei mais. Demorei bastante para “me achar” no estilo de som, pois por um tempo fiquei passeando por alguns estilos, inclusive o Tech House, mas eu vi que o que realmente gosto é de Techno” falou Victor em uma entrevista para o site Ace Project Music.

Em seu Instagram, Peu resolveu apresentar seu projeto no dia de seu aniversário, citando um trecho do livro ‘’O poder do agora’’ para falar sobre essa sua nova, ousada e promissora jornada.

Pedro é o tipo de artista que merece toda nossa atenção, não só pelas suas produções de alto nível, mas pela sua trajetória. Reforçando assim sua persistência, força de vontade e claro, muita coragem, mostrando que as dificuldades enfrentadas no meio artístico podem transformar e impulsionar sua carreira.

Por aqui, já estamos de olho e acompanhando seus trabalhos, e vocês?

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Gravadora potiguar lança EP ‘Get Out’

A ponderação entre sons orgânicos e os elementos digitais.

Como sabemos, a música sempre esteve presente na cultura da humanidade. As poesias acompanhadas por sons e os poemas simbolistas que visam a musicalidade nas suas criações são exemplos do uso artístico da música, no qual o objetivo é proporcionar prazer aos ouvidos e evocar sentimentos.

O fato é: a música existe em suas diferentes formas e nos afeta de modos distintos. Ativa memórias e sensações, passa mensagens, como também desperta reflexões. E é esse o conceito do EP ‘Get Out’. Ele coloca em ponderação o digital e a natureza ao juntar sons orgânicos e elementos tecnológicos criando um desapego consciente do mundo digital, proporcionando ainda uma redescoberta de universos externos e internos. Inclusive a arte de capa feita pelas meninas da NhacNhacGluGlu (@nhacnhacgluglu) é uma ilustração inspirada na Praia de Pipa, localizada no estado do Rio Grande do Norte.

Todos esses sentimentos podem ser despertados ao ouvir o EP da gravadora potiguar Sabiá Records. Com 02 faixas originais – ‘Get Out’ e ‘Rebellion’ – assinadas pelo artista Dan Cunha, o release conta com a participação do duo Blue&Red, responsável pela impressão de elementos percussivos na faixa que deu nome ao lançamento, e ainda traz reinterpretações únicas dos residentes Racsobr e FMENEZS. Saca só:

Com faixas atmosféricas, onde as músicas se comunicam de forma coerente entre si, a Sabiá Records se utiliza da bagagem musical dos artistas envolvidos para imprimir originalidade em cada lançamento. Para o DJ e produtor Dan Cunha a participação desses artistas surgiu de forma totalmente despretensiosa: “Enquanto produzia as músicas e pensava no conceito artístico do EP, a ideia de ter os três projetos (Blue&Red, Racsobr, e FMENEZS) veio de forma instintiva, porque além da admiração profissional, também rola uma confiança mútua entre nós: sabemos o quanto cada um se dedica e leva a música a sério.”

A essência que este EP carrega é muito mais do que despertar sentimentos e reflexões, é provocar a busca pelo equilíbrio.

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