P.E.U lança EP ‘Connected’ com seu mais novo projeto de Techno

E quem acha que essa é sua primeira produção está enganado.

A vertente escolhe o artista ou o artista escolhe sua vertente? Em meio a diversas linhas sonoras da música eletrônica, DJs e produtores estudam, experimentam e buscam formas de encontrar seu estilo e se destacar em sua área. Muitos têm “sorte” de se encontrar logo no início da sua trajetória. Alguns resolvem tentar uma vertente, pois naquele momento era ideal e outros mudam seu estilo no decorrer do caminho. Normal, e tá tudo bem, o ruim seria permanecer fazendo algo que não faz mais sentido, não é mesmo? Mas o porquê de mencionar isso tudo?

O pernambucano Pedro Vieira, 28 lança seu primeiro EP ‘Connected’ pela gravadora brasileira NODATA através do seu novo projeto: P.E.U. Com três tracks de techno altamente bem produzidas e cheias de sons espaciais (Hypnotic), melodias com vocais, uma pincelada de breakbeat (Much More) e claro, o cargo chefe da sua criação, ‘Connected’, perfeita para ser escutada com os olhos fechados, imaginando estar no seu club favorito. O EP já teve suporte do Victor Ruiz: “Ótimas produções. Connected é a minha favorita. Se os tempos fossem outros, tocaria totalmente essas músicas nas pistas”. Vale ressaltar que sua produção ficou entre os top 100 releases no beatport. Ficou afim de escutar?

Quem acha que essa é a sua primeira produção está enganado. Antes de embarcar na vertente do Techno, Peu tinha um antigo projeto de Psytrance chamado Ambersonic, onde conseguiu diversas gigs por quase todo o Brasil. Mas sua história com a música começou bem antes, em 2007, quando participou de uma banda de Rock ‘Stealth’ com mais quatro amigos, tocando em diversos cantos da cidade do Recife.

(Pedro Vieira na ponta do lado direito com amigos da banda ‘Stealth’)

Foi no ano de 2011 que decidiu optar por um caminho que ele mesmo poderia construir através dos seus gostos. Entrou no curso de Produção Fonográfica na Faculdade Aeso Barros Melo em Olinda, onde despertou o interesse pela mixagem. No ano seguinte ele teve sua primeira gig, levando o nome de ‘Reck Moon’.

(Pedro Vieira em sua primeira gig no ano de 2012)

Em 2014 percebeu que gostaria de alcançar novos caminhos e focou na trajetória de produtor. Mas foi só em 2015 que o projeto Ambersonic surgiu. Mas voltando ao assunto sobre escolhas e vertentes, Peu é um exemplo claro de que sempre é possível um novo começo quando se trata de ir em busca de uma sonho:

“A decisão de criar um novo projeto e sair da cena psicodélica não foi nem um pouco fácil, porém foi natural. As minhas influências e as festas que eu estava frequentando já não eram mais as mesmas e consequentemente meu som no Ambersonic também não. Deixar um projeto no qual eu já estava trabalhando desde 2014 era um passo importante que eu precisava dar para assumir minha nova identidade e liberar minha criatividade na produção. Artistas como Victor Ruiz me inspiraram a dar esse passo, pois ele também passou por esse processo de transição mostrando que é possível começar uma nova jornada e se aventurar em outras cenas”, comenta Peu.

Victor Ruiz iniciou na cena eletrônica em 2006 como DJ e produtor de Psytrance, com o seu projeto Prisma. “Inicialmente eu produzia Psytrance (em 2006). Cerca de três anos depois eu comecei a produzir Techno e não parei mais. Demorei bastante para “me achar” no estilo de som, pois por um tempo fiquei passeando por alguns estilos, inclusive o Tech House, mas eu vi que o que realmente gosto é de Techno” falou Victor em uma entrevista para o site Ace Project Music.

Em seu Instagram, Peu resolveu apresentar seu projeto no dia de seu aniversário, citando um trecho do livro ‘’O poder do agora’’ para falar sobre essa sua nova, ousada e promissora jornada.

Pedro é o tipo de artista que merece toda nossa atenção, não só pelas suas produções de alto nível, mas pela sua trajetória. Reforçando assim sua persistência, força de vontade e claro, muita coragem, mostrando que as dificuldades enfrentadas no meio artístico podem transformar e impulsionar sua carreira.

Por aqui, já estamos de olho e acompanhando seus trabalhos, e vocês?

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De Quarto em Quarto. O primeiro festival online promovido pelo coletivo ¼

Ao todo serão 16 horas de show em 3 palcos/salas simultâneos com participação de artistas nordestinos.

O ¼ FEST inicia esse sábado (23/05), às 15h com previsão de término às 7h no domingo (24/05). Esse será o primeiro grande festival do Brasil – Portugal com a proposta que, diferentemente do formato das lives no Instagram e YouTube, oferece mais interação entre os participantes. Ao todo serão 16 horas de evento, com três palcos/salas simultâneos e um lounge, tudo na mesma plataforma, o Zoom. Quase 100 artistas entre DJs e performers de grandes festas e coletivos brasileiros irão apresentar seus projetos de diversos estilos da música eletrônica como o house, acid, techno, disco, além de brasilidades.

O projeto surge sob quarentena justamente com objetivo de unir lugares e pessoas por meio da interatividade. Já tendo realizado web-parties com artistas de diversas localidades, procura-se sempre movimentar a cena artística independente. “A ideia apareceu em um dos debates na 1/4 Talks entendendo também a necessidade de encontrar uma alternativa no meio virtual para monetizar o rolê, afinal, estamos falando de artistas, produtores e pessoas que dependem exclusivamente do dinheiro da sua arte” pontuou Pedro Ribeiro, produtor e um dos idealizadores.

“Se alguém nos tivesse dito esse conceito de zoom parties há pouco mais de 2 meses, nunca teríamos vislumbrado isso”.

O Nordeste está sendo representado por JV, DJ recifense e co-fundador do Coletivo Revérse e a DJ Marina Kumara, visionária na cena da música eletrônica contemporânea de Fortaleza. “O festival soube sobrepor a distância e passar essa mentalidade para os envolvidos de trás do palco. Se antes a internet estava em todos os lugares, agora todos os lugares são a internet. “Hoje a distância é mesma para um artista de recife se apresentar em São Paulo ou em Portugal” comentou JV.

Além disso, em parceria, o Coquetel Molotov entra na participação do Palco Tropical com 2 artistas: Guma, banda de rock brasileiro fundada em Recife que em 2018 lançou seu disco de estreia, Cais, e a Catarinense Gab Ferreira. O Também está ofertando a opção da compra do ingresso da 1/4 FEST + 1 Ingresso para a próxima edição do festival NO AR COQUETEL MOLOTOV.

“É hora de se reinventar! Toda a experiência é vivida dia após dia, acompanhando a evolução da pandemia, entendendo como inovar no meio virtual. Recebemos mensagens de pessoas nos agradecendo por proporcionar esse espaço na quarentena. É algo que nos motiva a continuar investindo tempo, dinheiro e criatividade” – Pedro Ribeiro

O Line up ainda incorpora grandes representantes da cena alternativa brasileira como Cashu – DJ e criadora da Mamba Negra, Miss Tacacá – DJ paraense e criadora da Taka Night de Belém, Tessuto e L_cio ambos figuras importantíssimas representando a Capslock, Larissa Jennings residente da Festa Até às 4 no Rio de Janeiro, Lagoeiro e Ianzona da festa Masterplano de Belo Horizonte e muitos outros.

Ainda estão confirmados nomes como: Benjamim Ferreira (Midnight Riot), Nuven, Sidou (Caule), Trypas Corassão, Zek Picoteiro (Lambateria), Camões, Martha Pinel, From House to Disco, Amplis (Transa!), Linda Green, Mientras Dura, Tooleo (Discothéque), Tríade DJs, Venga Venda, Warehouse DJs, Victin(Bicuda), Fritzzo (Plano/Pane), GB (Base), Jota Januzzi (1010), Maria Kumara (Utrópica) e Supololo (Masterplano).

As performers Annyllynna (Caldo), Arda Nefasta, Aretha Sadick, Gui Mauad (Kode), Irina Gatsalova, Kitty Kawakubo, Luiza Braz Batista, Luscafu, Rezm Orah e Luara Perdonati irão transitar entre as 3 salas principais: Palco Tropical, Palco Discothèque e Palco Techno que ainda conta com propostas visuais de artistas independentes e participação do público.

E tem mais! Juntamente com a rádio Veneno, a ¼ Fest também terá o Lounge Veneno, trazendo mais de 50 artistas, trilha sonora exclusiva e mostra audiovisual para relaxar, bater papo e trocar ideias enquanto o festival está acontecendo em outras salas/palcos.

A ¼ é um coletivo artístico de Portugal, mas 100% brasileiro, que apresenta projetos independentes de música e vídeo, dando espaço para cena de Lisboa ser acessível a todos. Como produtora de conteúdo alternativo, promove debates entre artistas brasileiros e europeus. Dialogando sobre o futuro da arte e do entretenimento, dois Talks já foram realizados buscando conectar o artista e público com a iniciativa da música experimental e sons independentes, além de figuras marcantes do cenário LGBTQ+.

¼ FEST: QUARTO EM QUARTO
Idealizadores: Guilherme Delarmelindo, Isis Prujansky, Lucas Bicudo e Pedro Gonçalves Ribeiro
Data: Dia 23 de maio, 15h às 7h
Palco Techno – 19h às 5h
Palco Tropical – 15h às 23h
Palco Discothèque – 17h às 3h
Lounge Veneno – 21h às 07h

Ingressos: Os ingressos estão disponíveis desde quarta-feira (20) através da plataforma Sympla, com contribuição mínima de R$ 10 – que será revertido para todos os artistas, produtores e colaboradores do evento.
Ingressos SYMPLA

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Podcast #4 – Puka

Para compreendermos as transformações pelas quais a cultura musical pernambucana está passando é necessário conhecer como era antes. É por isso que trazemos artistas de outras regiões para que possamos construir através do conhecimento externo a nossa realidade. Ou seja, é essencial termos uma referência, pelo menos no que se diz respeito a música eletrônica, correto?

Acredita-se que não deve pregar o isolamento cultural musical fechado em estilos. O indivíduo deve estar aberto e receptível ao novo. Deve-se conhecer e experimentar as outras culturas como forma de valorizar a diversidade e como enriquecimento cultural.

Com isso, apresentamos Felipe Schmitz Tavares aka Puka que tem uma história com a cabine, intimidade vivida há mais de 8 anos e que já o levou aos mais variados clubs e palcos, do sul ao norte do país. Sua produção musical é caracterizada pela marcação constante do seu groove com melodias e vocais que distinguem seus traços em seus lançamentos assinados por mais de 20 gravadoras e que conquistaram o suporte de nomes como Eddy M., AmineEdge & Dance, Gabe e Fancy Inc. Em 2017 fez seu primeiro tour internacional no Peru e em 2018 PUKA cria a sua primeira label chamada “Order” ao lado de G. Felix e SOFAT. Apesar das infindáveis horas no estúdio, sua maior paixão é a pista de dança e toda a sinergia existente nela.

No podcast conversamos sobre seu estilo de som, preferenciais musicais, referências, um pouco da sua vida e como adentrou no mercado musical, sobre tocar na Universo Parelelo (UP) e muito mais.

Confere aê…

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Uma verdadeira imersão na música e tecnologia

Com 25 anos, Time Warp celebra a 2° edição no Brasil.

A agência Entourage traz pelo segundo ano consecutivo o Time Warp ao Brasil. A segunda edição do festival alemão de techno e house acontece nos dias 15 e 16 de novembro no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Serão mais de 20 atrações entre nomes nacionais e internacionais, incluindo Amelie Lens, Pan-Pot, The Black Madonna, DJ Koze, Honey Dijon, Jamie Jones, Peggy Gou, Ricardo Villalobos, Richie Hawtin, Rødhåd, ANNA, L_cio e muitos outros.

O Time Warp surgiu em 1994 e está entre as raízes dos festivais de Techno e House da Alemanha. Ao longo dos anos o festival tornou-se referência na Europa e virou ponto de encontro dos amantes dos gêneros. Muito antes dele desembarcar no Brasil, em 2018, foi essencial para moldar a história da cena underground europeia.

O nome “Time Warp” remete a distorção no espaço-tempo, é uma forma de ultrapassar tais dimensões. Isso tudo movido pelos melhores combustíveis: música, tecnologia e amor.
Sempre excedendo a tecnologia, o Time Warp combina qualidade sonora e iluminação de forma singular. Desde 2009, quando houve a celebração de 15 anos, o festival se uniu a produtores de cinema e artistas de todas as frentes para transformar a atmosfera dos palcos em algo único.

Em sua primeira edição no Brasil, ano passado, o que mais chamou atenção do público foi o palco Cave 2.0, onde apresentaram-se as principais atrações de techno internacional e nacional (Sven Vath, Nina Kraviz, Gop Tun DJs e L_cio e Valesuchi e etc). Na Alemanha, acontece o mesmo. O Cave 2.0 é praticamente um mega-club, com cenografia dark e industrial, marcado por uma iluminação azul e um teto deslumbrante. A sensação é a de estar dentro de uma nave alienígena! No palco, um gigantesco painel de led e projeções pós-apocalípticas ficam nas costas do DJ, ou seja, o Cave 2.0 mostra a quantidade de inovação sonora e tecnológica investida na Time warp, encaixando bem não só com o line-up mas também com o público.

De acordo com Renan Barreto, paulista de 22 anos, o evento foi uma das festas que mais o surpreendeu em 2018 por conta da estrutura, organização e do line up. Na sua opinião os nomes da festa foram Sven Vath e Kolsch. “Depois de ouvir muitos relatos sobre as edições que já aconteceram fora do país, não acreditei que a pista seria tão grande e com o show de luzes tão sinistro. O Cave 2.0, assim como chamado pelos organizadores realmente foi uma das melhores pistas que já vi”, afirma Renan.

Quer conferir um pouco do que foi esse evento ano passado? Saca o vídeo aqui embaixo.

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Música conecta, diversidade agrega, respeito liberta

Este é o lema da Devil’s Den, festa que acontecerá nesta sexta em Recife.

O evento surgiu no final de 2012, época em que o cenário de música eletrônica, estava muito voltado para o EletroHouse e claro, o trance. A ideia da festa veio depois de algumas pesquisas do Rafael Araújo, Ian Chaves e Steve Coimbra (co-fundadores), “lembro que na época a gente parecia que tinha descoberto um novo mundo ao ouvir artistas como Format: B, PleasureKraft”, comenta Rafael. Durante uma conversa entre amigos sobre o projeto, Fernando Figueira e Lucas Lobo aderiram a ideia e tudo foi se encaixando.

Ian que tinha acabado de fazer um curso de DJ no IMEPE, amou as músicas mostrada pelos meninos e disse que ia ensinar ao Rafael e Steve a tocar para que todos pudessem fazer um evento. Junto com a Devil’s surgiu o Doubleminds. De acordo com os envolvidos no evento, a primeira edição teve um grande valor sentimental em suas carreiras, na história da Devil’s e no público recifense, pois neste dia foi apresentado o TechHouse a muita gente que não fazia ideia do que era isso.

Sabe aquela frase: tudo junto e misturado? É a Devil’s Den. Um evento forte (sua cor já diz tudo), bastante presente na cena eletrônica da cidade, com coragem para fazer a diferença, agregando todo tipo de público, como também todo tipo de arte, onde eles próprios alegam que: A Música Conecta, diversidade agrega, respeito liberta.

Este ano para fortalecer o evento e a cena, vale ressaltar a parceria feita com as produtoras Revérse, Ultravioleta e com a gente do portal BITZ.

Conversamos um pouco com o Rafael Araújo sobre a arte ser tão presente em todas as edições do evento, o segredo de se manter como marcar em Recife, o que podemos esperar desta sexta-feira e claro, nossa pergunta que fazemos sempre sobre a cena recifense.

Vamos lá?

1- Desde o início da marca, vocês souberam agregar a arte recifense, como foi isso e atualmente quem participa desta construção?

A nossa ideia foi sempre conectar música e arte. Faz parte do DNA da Devil’s Den explorar o mundo audiovisual ao máximo. A gente teve muita sorte de ter por perto amigos talentosos que reconheceram e abraçaram nosso projeto, dentre eles Pedro Melo, Thiago Couceiro, Pedro Muniz, Thais Cruz, Camila Regueira e coletivos de Pixo. Lembro que desde adolescente a gente sempre se interessou por isso e os roles eram visitas a museus, ateliês e experimentos diversos. Com o passar do tempo, Steve Coimbra foi levando isso mais a sério, fundou o Phantom Five e hoje é curador em uma galeria de arte. Hoje ele é o principal responsável pela curadoria de qualquer tipo de intervenção artística que a gente venha a fazer.

2- Qual o segredo de se manter (como marca) em Recife, sabendo da nossa realidade local?

A gente iniciou em um mercado de música eletrônica aquecido, mas conseguimos trazer algo novo e acho que isso que nos manteve bem no cenário. Sempre tivemos prazer de trazer coisas novas e fora da caixa. Também sempre tivemos consciência de que, em quase 8 anos de atividade, as coisas mudam (incluindo nosso público) e a gente precisa se adaptar para entregar a melhor experiência possível.

3- O que podemos esperar para esta edição e o que vai rolar de diferente?

Estamos muito otimistas com o fato de estarmos realizando esse evento com tantos parceiros antigos e que pensam parecido com a gente. Em momentos como o que vivemos, sentimos um dever social de mostrar o nosso posicionamento. A gente acredita que a Devil’s pode ter um valor fundamental na sociedade.

Falando do evento em si: como sempre a gente planeja transformar completamente o lugar onde a Devil’s Den é realizada de acordo com o que o espaço já oferece como identidade. Dessa vez, trabalhando em cima do Villa Ponte D’uchoa, que é uma casa de festas, buscamos uma ativação com identidade visual de club undergroud. Fazendo o link do rústico, que o lugar já oferece, com o industrial high-tech.

5- O que você acha da cena de música eletrônica de Recife?

A cena aqui se mantém sólida e em muita ascensão. Hoje estou vendo o Techno ter seu espaço na rua e com uma aceitação cada vez maior. Produtoras pioneiras nisso tem trazido ideias muito originais e de graça, na rua. Quando pensamos na música eletrônica de uma forma mais ampla, também enxergamos com muito otimismo os demais tipos de manifestação, vemos uma constante renovação de públicos e a gurizada criando novas labels dentro do universo mais comercial também.

• A Devil’s Den será dia 20 de setembro (sexta-feira) na Villa Ponte D’uchôa;
• Ingressos: https://www.bilheteriadigital.com/devil-s-den-20-09-20-de-setembro;
• Line:

Barja
Jean Bacarreza
Sage Act (live)
STV
Dunno
Nadejda

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MECA – Um festival para todos os públicos

O MECA é uma plataforma multicultural que nasceu em 2010 como um festival de música no Rio Grande do Sul e hoje está presente em cinco estados do Brasil (SP, RJ, MG e PE). Com a proposta de ser um radar da cena cultural nacional e internacional, hoje o MECA produz festivais imersivos e multiculturais, gera conteúdo em canais de mídia proprietários, além de conectar pessoas, marcas e iniciativas culturais em projetos especiais ao longo do ano inteiro. Em 2018, foram mais de 1.400 horas de programação cultural e musical distribuídas em cinco festivais e em eventos na sede do MECA em Pinheiros, como pocket shows, DJ sets, talks e markets. Mais de 35 mil pessoas passaram pelos eventos do MECA em 2018.

Este ano a galera do MECA, resolveu fazer a famosa pesquisa etnográfica na cidade, não entendeu? A gente explica… ao invés de implementar todo o conceito do festival aqui, o pessoal resolveu vim até a cidade (com bastante antecedência) e fazer aquele velho estudo sobre Recife. Mas na real o que rolou foi uma grande conexão entre a produção e o público recifense. Dispostos a entender nossa realidade cultural e musical o MECA foi além e fez com o que o público pudesse participar desta grande plataforma multicultural. Foi como se eles tivessem conhecido um representante de cada tribo da região e decidiram representá-los no próprio festival, implementando um novo conceito de festa para todos os públicos. E claro, a música eletrônica não podia ficar de fora, principalmente neste momento tão quente que estamos vivendo…

De acordo com Danilo Novais, Marketing Manager & Community Planner do MECA, investir em Recife para uma segunda edição era algo certo: “Recife é um dos berços culturais do Brasil. Um dos estados que mais inspira o MECA musicalmente e culturalmente falando. A escolha da cidade tem a ver com essa admiração, com o desejo do MECA de estar conectado com pessoas e lugares que são inspiração para gente. A experiência de 2018 foi incrível, um dos melhores e mais dançantes públicos que o MECA já teve. Daí a certeza de fazer uma segunda edição em 2019. Ou seja, a nossa expectativa está alinhada com o que vivemos ano passado. ”

Já sobre o investir na cena eletrônica não só de Recife, Danilo afirma que veio a partir de sua visita na cidade em julho: “Percebemos como vocês valorizam os artistas nacionais e, mais que isso, os locais recifenses. Ao mesmo tempo em que estão abertos para o novo. E percebemos também uma cena emergente e promissora na cidade, cheia de energia e mentes criativas maravilhosas. Enxergamos que Recife tem uma potência criativa avassaladora! “

Como parte da programação, um time potente de irá se apresenta no Side Stage desde o momento de abertura até o final do festival, esquentando a pista para os shows. Roger Weekes (Inglaterra), DJ de Londres que reside em São Paulo e atualmente é chamado de “disco man”, garante set do jazz ao house com uma mistura de músicas do sul de Londres; Jay West (Argentina), curador e produtor com uma carreira de 15 anos, tem um estilo único e respeitado e seu set é repleto de diversos gêneros como o soul, disco e funk vibes; Iury Andrew, atualmente é o DJ residente da festa Batekoo REC e Pink Lemonade e vai do afro-house ao brega-funk, dialogando com o pop e a black music; JV, o responsável por dar um novo gás no circuito de música do Recife, com o Coletivo Revérse, onde leva a cada palco um set diferente e único que flui entre diferentes estilos de música; Libra, produtora e DJ de música eletrônica de destaque na cena de Recife, além de diretora do curta Frervo; Patricktor4, DJ e produtor baiano, criador do Baile Tropical e especialista em reconectar sonoridades tradicionais a novas texturas urbanas. Para completar, uma dupla residente do MECA, Dimas Henkes e Cleu Oliver, também faz parte do time representando a equipe nas picapes com brasilidades, disco, R&B e pop dançantes.

Programação diurna:

“Música indígena contemporânea: uma riqueza ancestral do Brasil” com Anapuàka Muniz Tupinambá Hã-hã-hãe / (cofundador da Rádio Yandê e do Festival de Música Indígena YBY)

“O que os movimentos culturais sinalizam para 2020?” com Luiz Arruda (head da WGSN Mindset na América Latina)

“Por uma vida mais sustentável na Terra até 2030” com Carlo Pereira (secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU)

Painel “Pernambuco é pop – Como os memes, o cinema e a música pernambucana dão identidade para a cultura do Brasil?” com Ana Garcia (diretora e fundadora do No Ar Coquetel Molotov), China (músico), Aslan Cabral (artista visual e pesquisador livre em arte digital e capital viral) e Amanda Mansur (doutora em Comunicação e professora do Centro Acadêmico do Agreste da UFPE) com mediação de Cleu Oliver (Gerente de Planejamento Criativo do MECA)

Programação Main Stage:

Tulipa Ruiz
Shevchenko & Elloco
Mombojó
Romero Ferro
Noporn
9K

Programação Side Stage:

Roger Weekes (Inglaterra)
Jay west (Argentina)
Patricktor4
Iury Andrew
JV (Revérse)
Libra
Dimas Henkes (MECA)
Cleu Oliver (MECA)

MECABrennand

Data: 14 de setembro de 2019, sábado.
Local: Oficina Brennand – Recife/PE
Horário: 15h às 6h
Compre em http://bit.ly/MECA_Brennand_2019

Acesse: mecabrennand.com
Instagram: https://www.instagram.com/mecalovemeca/?hl=pt-br
Facebook: https://web.facebook.com/mecalovemeca/
Twitter: https://twitter.com/mecalovemeca
Medium: https://medium.com/mecalovemeca

Nos vemos lá? Espero que sim.

Os créditos das fotos no texto/legenda: Fotos do MECABrennand 2018
Helena Yoshioka / I Hate Flash

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Podcast #3 – Eleva

Com muito profissionalismo e persistência em querer enraizar a cultura eletrônica no Nordeste, Eleva é presença recorrente nas melhores festas da região.

Através dos seus projetos com a @level.music (quem não conhece, vale a pena conferir), estimula, divulga e claro, fortalece o trabalho de outros DJs, artistas e núcleos não só de Maceió, cidade onde ela mora, como em todo o Nordeste.

Participativa e engajadora, Eleva foi destaque na revista House Mag em 4 matérias. Em 2018 entrou no ranking das 100 melhores DJs do Brasil pela revista DJanemag. Atualmente, ela é residente do Bar de Praia, em Milagres, um dos destinos turísticos mais paradisíacos de Alagoas e o próximo passo da sua carreira é o lançamento do seu primeiro EP, que traz em suas produções o resultado de sua experiência ao longo desses anos.

Nesta edição do nosso podcast, Eleva fala um pouco sobre sua história, onde já tocou, o que ela faz para cena de Maceió, o que faz pela cena independente do Nordeste, o futuro da música eletrônica na região e por fim, um incrível bate-bola.

E claro, no comando nossos podcasts, @fefa ! Feemarx
Dá o play e senteeeeee o grooveee!

https://soundcloud.com/eleva-oficial
https://www.facebook.com/djelevaoficial
https://www.instagram.com/eleva.oficial/

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Um arrasta-pé do futuro

Forró RED Light mescla forró com elementos eletrônicos, resultando em uma mistura sonora inovadora e diferente.

No tempo de seu Januário (pai de Gonzaga) faziam-se muitas festas no Araripe, que é uma região montanhosa. Daí a expressão ‘forró no pé da serra’, que hoje chamam ‘forró pé de serra’. A expressão era usada por Luiz Gonzaga para se referir ao seu local de infância e juventude, Exu (PE), que fica no pé da Serra do Araripe, também se referia às músicas relacionadas aos forrós desse local.

Já que introduzimos o fator histórico deste som, vamos falar do futuro? Imagine poder escutar este estilo tão nosso, com elementos eletrônicos?Imaginou? Não? Vos apresento, Forró RED Light, um arrasta-pé para o futuro. Projeto formado por Geninho Nacanoa e Ramiro Galas com uma proposta de inovação em um dos estilos mais consagrados no universo musical brasileiro. Entretenimento e diversão são o alicerce desse som que sopra novos ventos, trazendo uma pesquisa de música com versões e remixes de clássicos do forró, do xote e do frevo, mas com uma pitada diferente: um molho eletrônico. Bases eletrônicas e samples fazem o reboco da animação em um sistema forrobodó live PA. A proposta é de um som pegado, um fungado constante de cangote, com um arrastado de chinela buliçosa. Músicas do Brasil e do mundo se misturam ao som de um bom baião ou forró pé de serra.

A banda é de Brasília (DF) e de acordo com uma entrevista para o site ‘Tenho mais discos que amigos’ a dupla comenta que suas referências são um surfe de uma onda gigante que vêm de antes do Heitor Villa-Lobos, passa por ele, bate na tropicália, que refletiu no mangue beat, chegou no Movimento Cerrado no DF e continua. Essa onda é a de misturar, da forma que o tempo permite, o regional e o universal, Brasil e o mundo! Na cultura tradicional, a música indígena e a world music. Atualmente Geninho e Ramiro, estão de olho e bebendo, além das fontes divinas e maravilhosas das MBPs e das músicas regionais “de raiz”, de artistas como DJ Dolores, FurmigaDub, Chico Correa, Attooxxa, Lerry, Muntchako… E a lista continua.

Quer mais? Na mesma entrevista eles comentam sobre a cena independente: “Somos um projeto fruto desse novo contexto musical, cercado de home studios e redes sociais, uma combinação que tem relevado muita gente boa. Hoje a música não é só produto, é processo. Por isso achamos massa que cada vez mais uma galera foda aparece não só porque faz uma música massa, mas porque faz uma música massa de um jeito diferente!”.

Agora vamos escutá-los? Este set foi gravado no XAMA 2019 (https://xama.me/sobre-o-xama/) divulgado pelo Na Manteiga Rádio (https://namanteiga.com/Forro-Red-Light-Xama-2019) que fez todo mundo dançar na pista aquática do Na Manteiga Corona Sunset Hours no evento. Pela próxima hora um live cheio de sanfonas psicodélicas e um gostinho do que rolou neste réveillon da Bahia.

Forró Red Light @Xama 2019

https://www.instagram.com/forroredlight/
https://soundcloud.com/forroredlight

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Podcast #2 – Yuri

Com suas apresentações recheadas de groove e atmosfera, Yuri Mendonça foi nosso convidado no segundo podcast.
Brasileiro nascido em Recife-PE e amante da música eletrônica, para Yuri foi apenas uma questão de tempo até que descobrisse sua vocação pela música. Começou a tocar como DJ profissional em 2012, desde então seu talento e interesse progrediram naturalmente, permitindo-o explorar e ampliar constantemente suas habilidades e pesquisa.

Em 2018 decidiu se mudar para São Paulo. Desde então, seu amadurecimento musical e aprendizado foram contínuos. Hoje trabalha como Host no Na Manteiga Radio.

Atualmente o artista vem se dedicando a pesquisas de sons mais orgânicos e minimalistas, sendo capaz de manter sua identidade sonora enquanto passeia por diferentes estilos do house ao techno.

Mixcloud: https://www.mixcloud.com/yurimendonca/yuri-mini-mal-april-19/
Facebook: https://www.facebook.com/yuri.mendonca
Instagram: https://www.instagram.com/yurimendonca/

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Sage Act lança seu EP Building Sounds com foco em apresentações live

Sage Act lança seu EP Building Sounds, demonstrando que a criatividade não tem limites. Sair do senso comum e conquistar um público fiel por meio de sua originalidade é o que busca o projeto.

Nos dias de hoje, se inserir no mercado musical não é visto como algo tão difícil, principalmente com toda ajuda das mídias sociais, plataformas de vídeos e serviços de streaming. Mas o que torna complicado é se destacar em meio às novidades que surgem diariamente. Pensando nisso, o trio eletrônico que teve início no ano de 2017 em Recife (PE) e atualmente reside na cidade de São Paulo (SP), surge com o objetivo de sair do senso comum e conquistar o público pela originalidade.

Composto por Henrique Xavier (que é um dos co-fundadores do Coletivo Reverse), Matheus Alvim e Mauro Mota, o trio recentemente lançou seu EP “Building Sounds”, com seu gênero no House music e influências no Techno. As inspirações vieram de artistas como Bob Moses, Gui Boratto, Chet Faker, Moderat, Zhu entre outros, com o objetivo de ir além no que se refere a músicas experimentais. 

Já em relação à produção do EP, apesar do alto nível crítico de cada um, o trio comenta que sua criação foi muito pelo feeling, onde Henrique conduziu os arranjos e pós-produção, Alvim ficou à frente das linhas de guitarra e Mauro da composição vocal. Vale salientar que neste EP o objetivo do trio foi produzir algo mais dançante, do qual pudessem tocar ao vivo, pensando em um show live.

De acordo com Matheus, o EP foi o pontapé inicial para fazer músicas um pouco mais voltadas para a pista. O trio passou mais de 1 ano para se apresentar em um evento e, quando isso aconteceu, foi no festival “Só Track Boa” em Recife-PE, no último dia 13 de Julho. “É muito gratificante receber o apoio e reconhecimento de produtores de festas, eles estão sempre ligados em novos sons e projetos em crescimento” conta Henrique.

Como conta Mauro, o próximo passo do trio é “continuar trabalhando em novos sons, tendo como objetivo consolidar cada vez mais o público e, em paralelo, fazer mais shows ao vivo este ano”.

aSage Act no Só Track Boa – Recife-Pe Foto: agência Hangout

https://www.instagram.com/sageact/

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