Identidade sonora: explore sua autenticidade

Um ponto de partida um tanto filosófico é começar considerando o seguinte: cada pessoa é um universo singular. As nossas experiências, a maneira que fomos criados, a época em que vivemos, as pessoas com quem nos relacionamos, nossas memórias mais preciosas, nossos traumas, tudo o que consumimos… Isso tudo é parte de quem somos e, portanto, do que ofereceremos ao mundo. 

Calma, você está no texto certo. Estamos falando sim de identidade sonora, mas é importantíssimo apontar que tais vivências – e o modo como as interpretamos – são ingredientes-chave na construção do gosto musical de cada indivíduo. Mais do que isso, abrem na nossa cabeça as mais diversas possibilidades de combinação de influências. Já que somos essa coleção singular de experiências, por que não usar disso para nos diferenciarmos na hora de transmitir nosso trabalho?

Digo isso porque o processo de “encontrar sua identidade” como artista dentro da música eletrônica pode não ser tão linear e imediato para algumas pessoas. É extremamente comum ver DJs que, enquanto vão se descobrindo, fazem verdadeiros passeios pelas mais variadas vertentes ao longo do tempo. Passam, por exemplo, por uma fase focada na pesquisa House/Minimal, em outra época se aventuram no Techno ou Electro, descobrem nesse meio tempo todo tipo de nome de subgênero que existe por aí: é Dark Disco para lá, é EBM para cá… E algumas dessas pessoas, em algum ponto desse processo, chegam a uma conclusão autêntica: “eu não quero ter que escolher uma coisa só para tocar”. Limitar o nosso potencial criativo às particularidades presentes dentro de um certo gênero musical pode nos fazer perder de vista uma infinidade de outras influências incríveis que existem.

Há muito o que buscar dentro de nós mesmos nesse processo. Podemos, por exemplo, definir certos elementos estéticos que nos agradam. Se você gosta de um som mais misterioso, ou então algo mais “percussivo”, há como explorar essas características desde o Ambient ou Downtempo até as vertentes mais potentes do Techno. Outros traços comumente relacionados à nossa identidade são as nossas influências (das antigas às mais recentes, dentro e fora da música eletrônica), ou a um nível ainda mais pessoal: nossas lutas, causas e crenças.

É natural que ao longo do tempo novas influências se manifestem, ou que passemos por mudanças que reflitam no que sentimos nos representar musicalmente. Nessas ocasiões, pode ser muito mais divertido e até mesmo saudável nos deixarmos explorar esses novos estágios. Sair do estático e previsível nos coloca em uma posição de surpreender não só a nós mesmos, mas a todos os demais… e nos confere uma das mais importantes características dentro do mundo da música: a autenticidade.

Com participação contínua e ativa no cenário eletrônico/cultural de Recife, sua cidade natal, Bayma é Dj e produtor. Com paixão incessante por explorar novas
paisagens sonoras e aprofundamento musical.

https://www.instagram.com/baymamusic/

Foto: UHGO

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A gênese da musica eletrônica em Pernambuco

Assim como em todos os grandes centros, as pistas de dança do recife foram evoluindo de forma simples e suave. Os conceitos de diversão noturna evoluíram a partir da informação, da formação de conceitos e da busca por algo novo. Vou enumerar vários nomes de DJs e casas responsáveis por algumas etapas dessa evolução, no entanto será impossível não destacar dois nomes: Tom Azevedo e Misty.

Na metade dos anos 70 começaram a aparecer várias opções de entretenimento em todos os segmentos e classes sociais, A disco, o funk, o soul e o rock eram os estilos que predominavam tanto nas boates dos bairros nobres, quanto nas equipes de som dos clubes das periferias, o que garantiu que uma legião de notívagos adentrasse o universo das pistas.

Para os DJs, na época apelidados de Discotecários, o acesso à informação se dava através das coletâneas em LP, discos promocionais distribuídos pelas gravadoras e pelo programa da rádio Transamérica (primeira FM do nordeste) chamado “Discoteque”, que mudou o nome em seguida para “Dancing Nights”, produzido e mixado pelo DJ Giancarlo Secci e transmitido em rede para 17 estados entre 1979 e 1983.

Conseguir música realmente era um trabalho de garimpo, uma peregrinação de loja em loja; mas havia também um grupo de privilegiados que encomendava discos do exterior, importação de discos foi uma prática comum até o fim dos 90, discos exclusivos não eram pra qualquer um, tinha que ter A FONTE!!

Recife já respirava os ares da Dance Music também nos celeiros alternativos da cidade, as boates LGBT+ eram onde os artistas, jornalistas, caricatas, performers, escritores e escritoras tinham espaço pra manifestar inúmeras formas de arte e expressão aliados à música de pista. E foi justamente em um desses clubs onde a influência do público começou a despertar o conceito de tocar algo mais “fora da curva”, sonoridades fora do comum foram gradativamente introduzidas na cena com o “Café concerto Misty” do DJ Tom Azevedo.

Inicialmente, entre 1979 e 1982, funcionou na rua do Riachuelo. De 1983 a 1993 adotou o nome “Misty Bar e Boite”, e mudou para Rua das Ninfas (Onde em seguida funcionaram os clubs: Doktor Froid, Alcatraz, Disco Queen e atual Metrópole Disco).

Os anos 80 chegaram e várias boates com seus respectivos DJs fizeram grande sucesso no Recife como: Pigalle, Lakadóro, Esquina 90, Leandro’s, Champagne, Broadway, Corpos e copos, entre outras… mas todas tocando os inúmeros hits da época. Enquanto isso, nos clubes das periferias, as equipes de som já embalavam os dancers com o melhor do repertório Funk, Electro-funk e o movimento Break dance. Só que para o DJ Tom Azevedo, na Misty, a coisa fluía de uma forma diferente. Para ele era importante tocar as músicas do momento unindo com quase tudo o que não era óbvio para uma pista convencional (Diga-se para o momento, músicas underground). Em uma conversa, ele me revelou que dentre receber discos promocionais escanteados, artistas desconhecidos que ninguém queria tocar e apostar num lado B de um disco que só tocava o lado A, ele conseguia achar um hit que funcionava perfeitamente em sua pista.

Lição: Acreditar na música!

Em algumas fases ele dividiu a residência com outros grandes nomes como Rogério Gibson, Chico e Barreto, que traziam suas influências Pop e House para equilibrar o que viria a ser uma casa formadora de opinião.

​Por volta de 1987 a Dance Music já evoluía de forma frenética no mundo e os estilos musicais se transformavam. A Disco Music se tornou a House Music, tornando-se a matriz da maioria dos estilos e ramificações. Não seria surpresa os DJs em Recife logo se identificarem e dinamizarem suas pistas. Boates como Puppis, Showbizz, Over Point, Paradise, Liverpool, Cravo e Canela, tocavam o que havia de melhor da House Music, Acid House, Technopop.

​Pela contramão, lá estava a boate Misty tocando o lado B desses segmentos e em paralelo criando suas próprias tendências. Tom já tinha grandes fontes de pesquisa e já fazia algumas viagens de garimpo dentro e fora do Brasil. Em primeira mão, Recife tinha um local onde se tocava EBM (Electronic Body Music), New beat, Synth-pop, Industrial, New Wave e o Rock alternativo. Estilos musicais de gravadoras desconhecidas, bandas e artistas que traziam uma mistura de rock com eletrônico, vocais pesados, linhas de baixo sintetizadas, melodias desconexas… Era o som criado nos guetos europeus. Quem queria ouvir e dançar um som mais pesado frequentava a Misty e posteriormente casas que se inspiraram em sua ousadia, como: New hits, Araras, Liberty.

Não podemos esquecer de Bares como o Poção Mágica, Atitude Noturna e Depois do Escuro, que serviam de esquenta pra galera agrupar e seguir para a Misty e outras casas.

O primordial foi a coisa fluir sem pretensões e sem pressa. Empresários da noite, DJs e formadores de opinião estavam envolvidos num ideal que era fazer o público dançar, trazer novidades e trabalhar as músicas e artistas por longos períodos. Era preciso sair de casa para absorver cultura, informação e diversão numa época onde tudo era mais difícil. Frequentar lugares que, mesmo sem saber, estavam nos entregando essa diversidade musical, criando nossa própria identidade.

Para tudo isso acontecer, muitos precisaram se libertar de preconceitos e julgamentos, isso nos proporcionou boas atmosferas e fez com que fossemos os primeiros a provar dos encantos da música eletrônica.

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P.E.U lança EP ‘Connected’ com seu mais novo projeto de Techno

E quem acha que essa é sua primeira produção está enganado.

A vertente escolhe o artista ou o artista escolhe sua vertente? Em meio a diversas linhas sonoras da música eletrônica, DJs e produtores estudam, experimentam e buscam formas de encontrar seu estilo e se destacar em sua área. Muitos têm “sorte” de se encontrar logo no início da sua trajetória. Alguns resolvem tentar uma vertente, pois naquele momento era ideal e outros mudam seu estilo no decorrer do caminho. Normal, e tá tudo bem, o ruim seria permanecer fazendo algo que não faz mais sentido, não é mesmo? Mas o porquê de mencionar isso tudo?

O pernambucano Pedro Vieira, 28 lança seu primeiro EP ‘Connected’ pela gravadora brasileira NODATA através do seu novo projeto: P.E.U. Com três tracks de techno altamente bem produzidas e cheias de sons espaciais (Hypnotic), melodias com vocais, uma pincelada de breakbeat (Much More) e claro, o cargo chefe da sua criação, ‘Connected’, perfeita para ser escutada com os olhos fechados, imaginando estar no seu club favorito. O EP já teve suporte do Victor Ruiz: “Ótimas produções. Connected é a minha favorita. Se os tempos fossem outros, tocaria totalmente essas músicas nas pistas”. Vale ressaltar que sua produção ficou entre os top 100 releases no beatport. Ficou afim de escutar?

Quem acha que essa é a sua primeira produção está enganado. Antes de embarcar na vertente do Techno, Peu tinha um antigo projeto de Psytrance chamado Ambersonic, onde conseguiu diversas gigs por quase todo o Brasil. Mas sua história com a música começou bem antes, em 2007, quando participou de uma banda de Rock ‘Stealth’ com mais quatro amigos, tocando em diversos cantos da cidade do Recife.

(Pedro Vieira na ponta do lado direito com amigos da banda ‘Stealth’)

Foi no ano de 2011 que decidiu optar por um caminho que ele mesmo poderia construir através dos seus gostos. Entrou no curso de Produção Fonográfica na Faculdade Aeso Barros Melo em Olinda, onde despertou o interesse pela mixagem. No ano seguinte ele teve sua primeira gig, levando o nome de ‘Reck Moon’.

(Pedro Vieira em sua primeira gig no ano de 2012)

Em 2014 percebeu que gostaria de alcançar novos caminhos e focou na trajetória de produtor. Mas foi só em 2015 que o projeto Ambersonic surgiu. Mas voltando ao assunto sobre escolhas e vertentes, Peu é um exemplo claro de que sempre é possível um novo começo quando se trata de ir em busca de uma sonho:

“A decisão de criar um novo projeto e sair da cena psicodélica não foi nem um pouco fácil, porém foi natural. As minhas influências e as festas que eu estava frequentando já não eram mais as mesmas e consequentemente meu som no Ambersonic também não. Deixar um projeto no qual eu já estava trabalhando desde 2014 era um passo importante que eu precisava dar para assumir minha nova identidade e liberar minha criatividade na produção. Artistas como Victor Ruiz me inspiraram a dar esse passo, pois ele também passou por esse processo de transição mostrando que é possível começar uma nova jornada e se aventurar em outras cenas”, comenta Peu.

Victor Ruiz iniciou na cena eletrônica em 2006 como DJ e produtor de Psytrance, com o seu projeto Prisma. “Inicialmente eu produzia Psytrance (em 2006). Cerca de três anos depois eu comecei a produzir Techno e não parei mais. Demorei bastante para “me achar” no estilo de som, pois por um tempo fiquei passeando por alguns estilos, inclusive o Tech House, mas eu vi que o que realmente gosto é de Techno” falou Victor em uma entrevista para o site Ace Project Music.

Em seu Instagram, Peu resolveu apresentar seu projeto no dia de seu aniversário, citando um trecho do livro ‘’O poder do agora’’ para falar sobre essa sua nova, ousada e promissora jornada.

Pedro é o tipo de artista que merece toda nossa atenção, não só pelas suas produções de alto nível, mas pela sua trajetória. Reforçando assim sua persistência, força de vontade e claro, muita coragem, mostrando que as dificuldades enfrentadas no meio artístico podem transformar e impulsionar sua carreira.

Por aqui, já estamos de olho e acompanhando seus trabalhos, e vocês?

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Gravadora potiguar lança EP ‘Get Out’

A ponderação entre sons orgânicos e os elementos digitais.

Como sabemos, a música sempre esteve presente na cultura da humanidade. As poesias acompanhadas por sons e os poemas simbolistas que visam a musicalidade nas suas criações são exemplos do uso artístico da música, no qual o objetivo é proporcionar prazer aos ouvidos e evocar sentimentos.

O fato é: a música existe em suas diferentes formas e nos afeta de modos distintos. Ativa memórias e sensações, passa mensagens, como também desperta reflexões. E é esse o conceito do EP ‘Get Out’. Ele coloca em ponderação o digital e a natureza ao juntar sons orgânicos e elementos tecnológicos criando um desapego consciente do mundo digital, proporcionando ainda uma redescoberta de universos externos e internos. Inclusive a arte de capa feita pelas meninas da NhacNhacGluGlu (@nhacnhacgluglu) é uma ilustração inspirada na Praia de Pipa, localizada no estado do Rio Grande do Norte.

Todos esses sentimentos podem ser despertados ao ouvir o EP da gravadora potiguar Sabiá Records. Com 02 faixas originais – ‘Get Out’ e ‘Rebellion’ – assinadas pelo artista Dan Cunha, o release conta com a participação do duo Blue&Red, responsável pela impressão de elementos percussivos na faixa que deu nome ao lançamento, e ainda traz reinterpretações únicas dos residentes Racsobr e FMENEZS. Saca só:

Com faixas atmosféricas, onde as músicas se comunicam de forma coerente entre si, a Sabiá Records se utiliza da bagagem musical dos artistas envolvidos para imprimir originalidade em cada lançamento. Para o DJ e produtor Dan Cunha a participação desses artistas surgiu de forma totalmente despretensiosa: “Enquanto produzia as músicas e pensava no conceito artístico do EP, a ideia de ter os três projetos (Blue&Red, Racsobr, e FMENEZS) veio de forma instintiva, porque além da admiração profissional, também rola uma confiança mútua entre nós: sabemos o quanto cada um se dedica e leva a música a sério.”

A essência que este EP carrega é muito mais do que despertar sentimentos e reflexões, é provocar a busca pelo equilíbrio.

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De Quarto em Quarto. O primeiro festival online promovido pelo coletivo ¼

Ao todo serão 16 horas de show em 3 palcos/salas simultâneos com participação de artistas nordestinos.

O ¼ FEST inicia esse sábado (23/05), às 15h com previsão de término às 7h no domingo (24/05). Esse será o primeiro grande festival do Brasil – Portugal com a proposta que, diferentemente do formato das lives no Instagram e YouTube, oferece mais interação entre os participantes. Ao todo serão 16 horas de evento, com três palcos/salas simultâneos e um lounge, tudo na mesma plataforma, o Zoom. Quase 100 artistas entre DJs e performers de grandes festas e coletivos brasileiros irão apresentar seus projetos de diversos estilos da música eletrônica como o house, acid, techno, disco, além de brasilidades.

O projeto surge sob quarentena justamente com objetivo de unir lugares e pessoas por meio da interatividade. Já tendo realizado web-parties com artistas de diversas localidades, procura-se sempre movimentar a cena artística independente. “A ideia apareceu em um dos debates na 1/4 Talks entendendo também a necessidade de encontrar uma alternativa no meio virtual para monetizar o rolê, afinal, estamos falando de artistas, produtores e pessoas que dependem exclusivamente do dinheiro da sua arte” pontuou Pedro Ribeiro, produtor e um dos idealizadores.

“Se alguém nos tivesse dito esse conceito de zoom parties há pouco mais de 2 meses, nunca teríamos vislumbrado isso”.

O Nordeste está sendo representado por JV, DJ recifense e co-fundador do Coletivo Revérse e a DJ Marina Kumara, visionária na cena da música eletrônica contemporânea de Fortaleza. “O festival soube sobrepor a distância e passar essa mentalidade para os envolvidos de trás do palco. Se antes a internet estava em todos os lugares, agora todos os lugares são a internet. “Hoje a distância é mesma para um artista de recife se apresentar em São Paulo ou em Portugal” comentou JV.

Além disso, em parceria, o Coquetel Molotov entra na participação do Palco Tropical com 2 artistas: Guma, banda de rock brasileiro fundada em Recife que em 2018 lançou seu disco de estreia, Cais, e a Catarinense Gab Ferreira. O Também está ofertando a opção da compra do ingresso da 1/4 FEST + 1 Ingresso para a próxima edição do festival NO AR COQUETEL MOLOTOV.

“É hora de se reinventar! Toda a experiência é vivida dia após dia, acompanhando a evolução da pandemia, entendendo como inovar no meio virtual. Recebemos mensagens de pessoas nos agradecendo por proporcionar esse espaço na quarentena. É algo que nos motiva a continuar investindo tempo, dinheiro e criatividade” – Pedro Ribeiro

O Line up ainda incorpora grandes representantes da cena alternativa brasileira como Cashu – DJ e criadora da Mamba Negra, Miss Tacacá – DJ paraense e criadora da Taka Night de Belém, Tessuto e L_cio ambos figuras importantíssimas representando a Capslock, Larissa Jennings residente da Festa Até às 4 no Rio de Janeiro, Lagoeiro e Ianzona da festa Masterplano de Belo Horizonte e muitos outros.

Ainda estão confirmados nomes como: Benjamim Ferreira (Midnight Riot), Nuven, Sidou (Caule), Trypas Corassão, Zek Picoteiro (Lambateria), Camões, Martha Pinel, From House to Disco, Amplis (Transa!), Linda Green, Mientras Dura, Tooleo (Discothéque), Tríade DJs, Venga Venda, Warehouse DJs, Victin(Bicuda), Fritzzo (Plano/Pane), GB (Base), Jota Januzzi (1010), Maria Kumara (Utrópica) e Supololo (Masterplano).

As performers Annyllynna (Caldo), Arda Nefasta, Aretha Sadick, Gui Mauad (Kode), Irina Gatsalova, Kitty Kawakubo, Luiza Braz Batista, Luscafu, Rezm Orah e Luara Perdonati irão transitar entre as 3 salas principais: Palco Tropical, Palco Discothèque e Palco Techno que ainda conta com propostas visuais de artistas independentes e participação do público.

E tem mais! Juntamente com a rádio Veneno, a ¼ Fest também terá o Lounge Veneno, trazendo mais de 50 artistas, trilha sonora exclusiva e mostra audiovisual para relaxar, bater papo e trocar ideias enquanto o festival está acontecendo em outras salas/palcos.

A ¼ é um coletivo artístico de Portugal, mas 100% brasileiro, que apresenta projetos independentes de música e vídeo, dando espaço para cena de Lisboa ser acessível a todos. Como produtora de conteúdo alternativo, promove debates entre artistas brasileiros e europeus. Dialogando sobre o futuro da arte e do entretenimento, dois Talks já foram realizados buscando conectar o artista e público com a iniciativa da música experimental e sons independentes, além de figuras marcantes do cenário LGBTQ+.

¼ FEST: QUARTO EM QUARTO
Idealizadores: Guilherme Delarmelindo, Isis Prujansky, Lucas Bicudo e Pedro Gonçalves Ribeiro
Data: Dia 23 de maio, 15h às 7h
Palco Techno – 19h às 5h
Palco Tropical – 15h às 23h
Palco Discothèque – 17h às 3h
Lounge Veneno – 21h às 07h

Ingressos: Os ingressos estão disponíveis desde quarta-feira (20) através da plataforma Sympla, com contribuição mínima de R$ 10 – que será revertido para todos os artistas, produtores e colaboradores do evento.
Ingressos SYMPLA

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Batestaca terá edição de Carnaval com Noporn (SP) em Olinda

A festa começa na rua, segue o bloco e termina no aguardado after. Ao todo, somam mais de 16h de curtição.

Em Pernambuco você encontra o Carnaval mais diversificado e democrático do mundo: Frevo, coco, maracatu, caboclinho, manguebeat e suas variações, rock alternativo, brega e agora a música eletrônica tornam o estado um grandioso berço cultural e musical.

Agregando à causa, o projeto Batestaca resolveu fazer uma edição de Carnaval no dia 15 (sábado) em Olinda, começando ao meio-dia e terminando às 5h no dia seguinte. Ou seja, serão mais de 16 horas de muita música eletrônica no principal polo carnavalesco do Estado.

O projeto

A Batestaca nasceu como um braço eletrônico do famoso Som da Rural – carro psicodélico do Recife, responsável por disseminar, valorizar e incentivar a cultural local e o uso de espaços públicos.

Nesse sentido, com a Batestaca não poderia ser diferente. O espaço público é o seu principal terreno, valorizando a cena eletrônica local e ocupando a cidade com uma pista de dança indescritível.

A partir do momento que a cidade começa a dialogar com os novos estilos musicais, a música eletrônica ganha espaço e começa a ser pautada como integrante da multiculturalidade nordestina.

“A gente acredita que a Batestaca parte do pretexto de descentralizar a música eletrônica nacional, colocando ela em um ponto de integração entre a cidade, as pessoas e as sonoridades em todos os contextos que a música pode ocupar, desde o âmbito sociocultural até o festivo”, pontua Raquel Alves, co-fundadora da Batestaca.

Percebendo a necessidade de atentar-se aos movimentos eletrônicos locais e a infinita possibilidade de fazer novos ritmos e vertentes soarem pelos ambientes da cidade, o projeto conta com a Rural (modelo de carro da década de 60) como palco para as novas plataformas e tecnologias.

“Usar o Som na Rural como palco para isso faz todo sentido levando em conta o diálogo que o projeto vem traçando com a população, sendo desde sempre um ambiente de troca para a inovação da música em todos os contextos”, avalia Pedro de Renor, co-fundador da Batestaca.

Edição de Carnaval

Com mais de 16 horas de festa, a programação do evento foi dividida em três momentos:

1-Concentração (12h): Será no Sítio Seu Reis que fica por trás da Igreja do Carmo e irá contar com Léo, Nubian Queen, Kai b2b Vands (Dip DJs) e Bayma;

2-Saída do Bloco (17h): Responsável pela saída do Bloco, Libra comandará o cortejo, fazendo um percurso de 1,5 km que terminará em frente ao Recanto do Ingá (antigo Xinxim da Baiana) e local do after;

3-After (19h): Vão se apresentar Nadejda, Ultra, Geni b2b Mx, D’Renor e NoPorn, diretamente de São Paulo.

NOPORN

No ar desde o início dos anos 2000, quando tocavam em clubes de São Paulo, NoPorn estourou como um projeto de poesia recitada, marcada por batidas dançantes e versos sussurrados, revelando hits como Xingu e Baile de Peruas, do primeiro álbum da banda. Em 2016 eles lançaram “Boca”, segundo disco, que une sensualidade aos beats e vibe clubber do duo.

A apresentação conta também com os singles do disco mais recente, como Maiô da Mulher Maravilha, Cavalo e Tanto.

E você? Vai perder essa folia eletrônica pelas ladeiras de Olinda?

Ingressos: https://www.sympla.com.br/batestaca-de-carnaval—em-olinda__773781

Créditos foto: Pavoafotos

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Not Another lança EP Nuklear do Etyen, artista libanês

Em conjunto com o lançamento foi feito um clipe baseado no David Lynch, com cenas cortadas da série Twin Peaks.

De uns tempos para cá o aparecimento de gravadoras anda crescendo de forma exponencial, por causa disso é fundamental ter muita autenticidade e coragem para fazer diferente. Um exemplo é a gravadora pernambucana Not Another, que surgiu justamente com a ideia de querer fazer algo fora do comum. Já renomada no mercado, lança seu 23° EP (Nuklear) do Etyen (artista da cidade de Beirute) que promete ser a personificação da energia bruta e caótica de marteladas sônicas.

Mas antes vamos conhecer melhor sobre a Not Another?

Indo de encontro à dificuldade que a região Nordeste tem em não estar no principal eixo da música eletrônica no Brasil e no processo exaustivo de mandar as músicas para os selos, George Gomes, Bernardo Morais e Fernando (Feemarx), decidiram criar a gravadora para mostrar que na região existe uma força criativa enorme no que se refere à música eletrônica. Seu conceito vai além de produzir festas e ser uma gravadora: com um trabalho robusto, a Not Another acredita que para ir além é necessário trabalhar de forma coletiva, por isso, atualmente, a equipe cresceu e conta com o Rodrigo Ilino, Vitor Moya e Davi Leventhal.

Agindo com muita cautela em qualquer lançamento, você consegue observar que cada detalhe é tudo muito bem pensado, desde o artista, suas produções, comunicação e identidade visual… Ações que fazem uma grande diferença em um mercado extremamente saturado. O Davi Leventhal, responsável pela criação de algumas capas de álbuns da gravadora, idealizou um único desenho e o partiu, dividindo-o para cada EP lançado. Não entendeu? Observe o time lapse feito pelo próprio artista:

Por isso e todo trabalho desempenhado, a Not Another foi indicada em 2017 como o melhor selo para gravadora pelo Rio Music Conference (RMC). A label brasileira nos convida a vivenciar uma experiência de interpretações no campo musical e visual que se torna marcante.

Sobre o EP Nuklear do Etyen

É evidente que o selo recifense e seus artistas demostram maturidade em todo processo criativo, e, em seu novo lançamento, o EP Nuklear do Etyen da cidade de Beirute (capital do Líbano), não foi diferente. O mesmo que já fez parte do Red Bull Music Academy (evento mundial de workshops e festivais), se descreve como um músico, produtor musical e “filósofo das sortes”, encontrando grande poder pessoal e político no ato da expressão musical. Suas apresentações foram locais e internacionais, como no Sonar Festival (ES), Mutek (festival internacional de música que ocorre em diferentes localidades), salas de concerto, festas de sua cidade e até em clubes de Montreal, Londres e Dubai.

O artista que já lançou pela gravadora, é descrito como “um mago da eletrônica” onde produz sons de várias fontes, seja através de lendas libanesas como o icônico Wadih El Safi ou trabalhando como uma variedade eclética de músicos internacionais. Etyen cria um universo sonoro único que é ao mesmo tempo global e enraizado em sua cena local.

Em conjunto com a produção e insistindo na ideia da busca pelo diferente, a gravadora confeccionou um belíssimo clipe baseado em David Lynch, com cenas cortadas da série Twin Peaks. David é um diretor, produtor, artista visual, músico e ocasional ator estadunidense. Conhecido por seus filmes surrealistas, ele desenvolveu seu próprio estilo cinematográfico, que foi chamado de “Lynchiano”, que é caracterizado por imagens de sonhos e meticuloso desenho sonoro, sendo assim a cara do selo e totalmente conectado à produção do Etyen. Confira abaixo o clipe:

No EP pode-se observar também um remix da faixa feita pelo Rolbac, artista renomado no cenário do Techno libanês, com apresentações no Boiler Room, é conhecido pelo seus LIVES, que impressiona qualquer amante da música. No seu lançamento ele consegue ter uma precisão musical vinculada a uma força magnética com uma pitada da sensação oriental antiga inspirada também por suas raízes. É como se os sons pudessem vir de qualquer lugar, criando camadas de sonidos bem trabalhados. É puro acid techno, cheio de psicodelia. É, definitivamente, uma viagem musical!

Quer acompanhar a gravadora?

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Uma verdadeira imersão na música e tecnologia

Com 25 anos, Time Warp celebra a 2° edição no Brasil.

A agência Entourage traz pelo segundo ano consecutivo o Time Warp ao Brasil. A segunda edição do festival alemão de techno e house acontece nos dias 15 e 16 de novembro no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Serão mais de 20 atrações entre nomes nacionais e internacionais, incluindo Amelie Lens, Pan-Pot, The Black Madonna, DJ Koze, Honey Dijon, Jamie Jones, Peggy Gou, Ricardo Villalobos, Richie Hawtin, Rødhåd, ANNA, L_cio e muitos outros.

O Time Warp surgiu em 1994 e está entre as raízes dos festivais de Techno e House da Alemanha. Ao longo dos anos o festival tornou-se referência na Europa e virou ponto de encontro dos amantes dos gêneros. Muito antes dele desembarcar no Brasil, em 2018, foi essencial para moldar a história da cena underground europeia.

O nome “Time Warp” remete a distorção no espaço-tempo, é uma forma de ultrapassar tais dimensões. Isso tudo movido pelos melhores combustíveis: música, tecnologia e amor.
Sempre excedendo a tecnologia, o Time Warp combina qualidade sonora e iluminação de forma singular. Desde 2009, quando houve a celebração de 15 anos, o festival se uniu a produtores de cinema e artistas de todas as frentes para transformar a atmosfera dos palcos em algo único.

Em sua primeira edição no Brasil, ano passado, o que mais chamou atenção do público foi o palco Cave 2.0, onde apresentaram-se as principais atrações de techno internacional e nacional (Sven Vath, Nina Kraviz, Gop Tun DJs e L_cio e Valesuchi e etc). Na Alemanha, acontece o mesmo. O Cave 2.0 é praticamente um mega-club, com cenografia dark e industrial, marcado por uma iluminação azul e um teto deslumbrante. A sensação é a de estar dentro de uma nave alienígena! No palco, um gigantesco painel de led e projeções pós-apocalípticas ficam nas costas do DJ, ou seja, o Cave 2.0 mostra a quantidade de inovação sonora e tecnológica investida na Time warp, encaixando bem não só com o line-up mas também com o público.

De acordo com Renan Barreto, paulista de 22 anos, o evento foi uma das festas que mais o surpreendeu em 2018 por conta da estrutura, organização e do line up. Na sua opinião os nomes da festa foram Sven Vath e Kolsch. “Depois de ouvir muitos relatos sobre as edições que já aconteceram fora do país, não acreditei que a pista seria tão grande e com o show de luzes tão sinistro. O Cave 2.0, assim como chamado pelos organizadores realmente foi uma das melhores pistas que já vi”, afirma Renan.

Quer conferir um pouco do que foi esse evento ano passado? Saca o vídeo aqui embaixo.

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Música conecta, diversidade agrega, respeito liberta

Este é o lema da Devil’s Den, festa que acontecerá nesta sexta em Recife.

O evento surgiu no final de 2012, época em que o cenário de música eletrônica, estava muito voltado para o EletroHouse e claro, o trance. A ideia da festa veio depois de algumas pesquisas do Rafael Araújo, Ian Chaves e Steve Coimbra (co-fundadores), “lembro que na época a gente parecia que tinha descoberto um novo mundo ao ouvir artistas como Format: B, PleasureKraft”, comenta Rafael. Durante uma conversa entre amigos sobre o projeto, Fernando Figueira e Lucas Lobo aderiram a ideia e tudo foi se encaixando.

Ian que tinha acabado de fazer um curso de DJ no IMEPE, amou as músicas mostrada pelos meninos e disse que ia ensinar ao Rafael e Steve a tocar para que todos pudessem fazer um evento. Junto com a Devil’s surgiu o Doubleminds. De acordo com os envolvidos no evento, a primeira edição teve um grande valor sentimental em suas carreiras, na história da Devil’s e no público recifense, pois neste dia foi apresentado o TechHouse a muita gente que não fazia ideia do que era isso.

Sabe aquela frase: tudo junto e misturado? É a Devil’s Den. Um evento forte (sua cor já diz tudo), bastante presente na cena eletrônica da cidade, com coragem para fazer a diferença, agregando todo tipo de público, como também todo tipo de arte, onde eles próprios alegam que: A Música Conecta, diversidade agrega, respeito liberta.

Este ano para fortalecer o evento e a cena, vale ressaltar a parceria feita com as produtoras Revérse, Ultravioleta e com a gente do portal BITZ.

Conversamos um pouco com o Rafael Araújo sobre a arte ser tão presente em todas as edições do evento, o segredo de se manter como marcar em Recife, o que podemos esperar desta sexta-feira e claro, nossa pergunta que fazemos sempre sobre a cena recifense.

Vamos lá?

1- Desde o início da marca, vocês souberam agregar a arte recifense, como foi isso e atualmente quem participa desta construção?

A nossa ideia foi sempre conectar música e arte. Faz parte do DNA da Devil’s Den explorar o mundo audiovisual ao máximo. A gente teve muita sorte de ter por perto amigos talentosos que reconheceram e abraçaram nosso projeto, dentre eles Pedro Melo, Thiago Couceiro, Pedro Muniz, Thais Cruz, Camila Regueira e coletivos de Pixo. Lembro que desde adolescente a gente sempre se interessou por isso e os roles eram visitas a museus, ateliês e experimentos diversos. Com o passar do tempo, Steve Coimbra foi levando isso mais a sério, fundou o Phantom Five e hoje é curador em uma galeria de arte. Hoje ele é o principal responsável pela curadoria de qualquer tipo de intervenção artística que a gente venha a fazer.

2- Qual o segredo de se manter (como marca) em Recife, sabendo da nossa realidade local?

A gente iniciou em um mercado de música eletrônica aquecido, mas conseguimos trazer algo novo e acho que isso que nos manteve bem no cenário. Sempre tivemos prazer de trazer coisas novas e fora da caixa. Também sempre tivemos consciência de que, em quase 8 anos de atividade, as coisas mudam (incluindo nosso público) e a gente precisa se adaptar para entregar a melhor experiência possível.

3- O que podemos esperar para esta edição e o que vai rolar de diferente?

Estamos muito otimistas com o fato de estarmos realizando esse evento com tantos parceiros antigos e que pensam parecido com a gente. Em momentos como o que vivemos, sentimos um dever social de mostrar o nosso posicionamento. A gente acredita que a Devil’s pode ter um valor fundamental na sociedade.

Falando do evento em si: como sempre a gente planeja transformar completamente o lugar onde a Devil’s Den é realizada de acordo com o que o espaço já oferece como identidade. Dessa vez, trabalhando em cima do Villa Ponte D’uchoa, que é uma casa de festas, buscamos uma ativação com identidade visual de club undergroud. Fazendo o link do rústico, que o lugar já oferece, com o industrial high-tech.

5- O que você acha da cena de música eletrônica de Recife?

A cena aqui se mantém sólida e em muita ascensão. Hoje estou vendo o Techno ter seu espaço na rua e com uma aceitação cada vez maior. Produtoras pioneiras nisso tem trazido ideias muito originais e de graça, na rua. Quando pensamos na música eletrônica de uma forma mais ampla, também enxergamos com muito otimismo os demais tipos de manifestação, vemos uma constante renovação de públicos e a gurizada criando novas labels dentro do universo mais comercial também.

• A Devil’s Den será dia 20 de setembro (sexta-feira) na Villa Ponte D’uchôa;
• Ingressos: https://www.bilheteriadigital.com/devil-s-den-20-09-20-de-setembro;
• Line:

Barja
Jean Bacarreza
Sage Act (live)
STV
Dunno
Nadejda

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MECA – Um festival para todos os públicos

O MECA é uma plataforma multicultural que nasceu em 2010 como um festival de música no Rio Grande do Sul e hoje está presente em cinco estados do Brasil (SP, RJ, MG e PE). Com a proposta de ser um radar da cena cultural nacional e internacional, hoje o MECA produz festivais imersivos e multiculturais, gera conteúdo em canais de mídia proprietários, além de conectar pessoas, marcas e iniciativas culturais em projetos especiais ao longo do ano inteiro. Em 2018, foram mais de 1.400 horas de programação cultural e musical distribuídas em cinco festivais e em eventos na sede do MECA em Pinheiros, como pocket shows, DJ sets, talks e markets. Mais de 35 mil pessoas passaram pelos eventos do MECA em 2018.

Este ano a galera do MECA, resolveu fazer a famosa pesquisa etnográfica na cidade, não entendeu? A gente explica… ao invés de implementar todo o conceito do festival aqui, o pessoal resolveu vim até a cidade (com bastante antecedência) e fazer aquele velho estudo sobre Recife. Mas na real o que rolou foi uma grande conexão entre a produção e o público recifense. Dispostos a entender nossa realidade cultural e musical o MECA foi além e fez com o que o público pudesse participar desta grande plataforma multicultural. Foi como se eles tivessem conhecido um representante de cada tribo da região e decidiram representá-los no próprio festival, implementando um novo conceito de festa para todos os públicos. E claro, a música eletrônica não podia ficar de fora, principalmente neste momento tão quente que estamos vivendo…

De acordo com Danilo Novais, Marketing Manager & Community Planner do MECA, investir em Recife para uma segunda edição era algo certo: “Recife é um dos berços culturais do Brasil. Um dos estados que mais inspira o MECA musicalmente e culturalmente falando. A escolha da cidade tem a ver com essa admiração, com o desejo do MECA de estar conectado com pessoas e lugares que são inspiração para gente. A experiência de 2018 foi incrível, um dos melhores e mais dançantes públicos que o MECA já teve. Daí a certeza de fazer uma segunda edição em 2019. Ou seja, a nossa expectativa está alinhada com o que vivemos ano passado. ”

Já sobre o investir na cena eletrônica não só de Recife, Danilo afirma que veio a partir de sua visita na cidade em julho: “Percebemos como vocês valorizam os artistas nacionais e, mais que isso, os locais recifenses. Ao mesmo tempo em que estão abertos para o novo. E percebemos também uma cena emergente e promissora na cidade, cheia de energia e mentes criativas maravilhosas. Enxergamos que Recife tem uma potência criativa avassaladora! “

Como parte da programação, um time potente de irá se apresenta no Side Stage desde o momento de abertura até o final do festival, esquentando a pista para os shows. Roger Weekes (Inglaterra), DJ de Londres que reside em São Paulo e atualmente é chamado de “disco man”, garante set do jazz ao house com uma mistura de músicas do sul de Londres; Jay West (Argentina), curador e produtor com uma carreira de 15 anos, tem um estilo único e respeitado e seu set é repleto de diversos gêneros como o soul, disco e funk vibes; Iury Andrew, atualmente é o DJ residente da festa Batekoo REC e Pink Lemonade e vai do afro-house ao brega-funk, dialogando com o pop e a black music; JV, o responsável por dar um novo gás no circuito de música do Recife, com o Coletivo Revérse, onde leva a cada palco um set diferente e único que flui entre diferentes estilos de música; Libra, produtora e DJ de música eletrônica de destaque na cena de Recife, além de diretora do curta Frervo; Patricktor4, DJ e produtor baiano, criador do Baile Tropical e especialista em reconectar sonoridades tradicionais a novas texturas urbanas. Para completar, uma dupla residente do MECA, Dimas Henkes e Cleu Oliver, também faz parte do time representando a equipe nas picapes com brasilidades, disco, R&B e pop dançantes.

Programação diurna:

“Música indígena contemporânea: uma riqueza ancestral do Brasil” com Anapuàka Muniz Tupinambá Hã-hã-hãe / (cofundador da Rádio Yandê e do Festival de Música Indígena YBY)

“O que os movimentos culturais sinalizam para 2020?” com Luiz Arruda (head da WGSN Mindset na América Latina)

“Por uma vida mais sustentável na Terra até 2030” com Carlo Pereira (secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU)

Painel “Pernambuco é pop – Como os memes, o cinema e a música pernambucana dão identidade para a cultura do Brasil?” com Ana Garcia (diretora e fundadora do No Ar Coquetel Molotov), China (músico), Aslan Cabral (artista visual e pesquisador livre em arte digital e capital viral) e Amanda Mansur (doutora em Comunicação e professora do Centro Acadêmico do Agreste da UFPE) com mediação de Cleu Oliver (Gerente de Planejamento Criativo do MECA)

Programação Main Stage:

Tulipa Ruiz
Shevchenko & Elloco
Mombojó
Romero Ferro
Noporn
9K

Programação Side Stage:

Roger Weekes (Inglaterra)
Jay west (Argentina)
Patricktor4
Iury Andrew
JV (Revérse)
Libra
Dimas Henkes (MECA)
Cleu Oliver (MECA)

MECABrennand

Data: 14 de setembro de 2019, sábado.
Local: Oficina Brennand – Recife/PE
Horário: 15h às 6h
Compre em http://bit.ly/MECA_Brennand_2019

Acesse: mecabrennand.com
Instagram: https://www.instagram.com/mecalovemeca/?hl=pt-br
Facebook: https://web.facebook.com/mecalovemeca/
Twitter: https://twitter.com/mecalovemeca
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Nos vemos lá? Espero que sim.

Os créditos das fotos no texto/legenda: Fotos do MECABrennand 2018
Helena Yoshioka / I Hate Flash

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