Ordinary John, o projeto que mistura pop com elementos eletrônicos dos anos 80

Após quatro lançamentos em inglês, seu quinto single aponta para um novo caminho artístico.

Nascido em 2019, Ordinary John é o projeto solo de João Figueirôa, jovem recifense promissor na cena de música nacional que carrega a seriedade da elaboração do som misturando acústico sofisticado, sonoridade do bedroom pop e elementos eletrônicos dos anos 80. O músico participa de todos os estágios da produção de suas faixas, desde a composição, gravação até a mixagem e masterização. Suas músicas trazem letras que falam sobre solidão, amizade, amor e um pouco de deslocamento social.

Após quatro lançamentos em inglês, Ordinary John entra em um novo caminho lançando seu novo single em português, adicionando influência do Dream Pop* ao Bedroom Pop. A faixa conta com elementos eletrônicos e vocais intimistas. “A música fala de como a solidão pode nos fazer tomar decisões questionáveis e acabar fazendo com que a gente se submeta a coisas que não nos fazem bem. Especificamente narra o ponto de vista de alguém que se põe como um prêmio de consolação para outra pessoa em troca de se sentir amado por ela, apenas por uma noite que seja’’, comenta. O single intitulado “Por essa noite” já está disponível nas plataformas digitais.

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Música nova. "Por Essa Noite".

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Convidamos João para bater um papo e comentar sobre sua trajetória, sua música e seu novo trabalho, se liga:

Como começou a descoberta do som em sua vida?
Na minha família nunca teve músico ou algo do gênero, mas nas reuniões sempre rolou muita música de background, mas não posso dizer que foi influência deles. Aos 14 anos comecei querer saber como funcionava as coisas que escutava na época a saber o por quê elas tocavam aquilo daquela forma e como era gravada. Sempre gostei de saber como tudo era feito até chegar naquela música. Me dediquei a aprender instrumentos e foi descobrindo como tocava baixo, violão, teclado, guitarra. Tudo por curiosidade.

Suas canções tem um apelo eletrônico em um pop sofisticado, como foi criar dentro deste formato? De onde surgiu a inspiração?
Essa mistura surgiu bem naturalmente, elementos eletrônicos de sintetizadores ali dos anos 80 com som tocado em bateria, baixo… São instrumentos e estéticas que eu tinha na cabeça que decidi criar o projeto assim, com bastante influências de coisas que estou ouvindo muito, que é o lance do bedroom pop. Eu gosto de música pop, acho que a possibilidade dentro do pop é muito grande, você consegue fazer qualquer coisa se não tiver medo de fazer.

Quando começou a florescer seu lado compositor?
Aos 15 anos eu já estava compondo minhas canções. Surgiu também de uma curiosidade, mas posso dizer que mais de uma necessidade. Sempre achei mais fácil me expressar usando música, dizer o que queria, sinto que consigo me comunicar pela música. Então, chegou uma hora que eu queria externar exatamente o que estava rolando dentro da minha cabeça, na minha vida, uma necessidade de comunicação mesmo.

Você se mostra muito consciente da seriedade que implica a elaboração de uma obra, como foi pra você produzir sua primeira música?
O projeto surge com minha primeira música em 2019. Naquela época estava sem compor, me dedicando somente a mixagem e gravar música para outras pessoas, um lance que eu trabalho também. E como muitas coisas nessas vidas, o projeto surgiu com um “pé-na-bunda” que eu tomei. Fiquei mal e resolvi ocupar minha mente e tempo voltando a escrever. A primeira música não tem nada a ver com a situação, foi mais uma válvula de escape e que deu certo.

Por que escolheu iniciar seus trabalhos cantando suas músicas em inglês?
Também foi bem “natural”. Sempre escutei muita música internacional e sempre me pareceu mais fácil me expressar assim, por mais triste que pareça me expressar em outro idioma que não é o meu. A ideia de escrever em inglês surgiu com esse projeto, mas escrever em português nunca foi um problema.

E seu novo lançamento é em português, certo?
Sim, rolou de escrever em português, que surgiu de uma forma curiosa através de Lucas Silveira, da banda Fresno. Ele tava fazendo transmissão na twitch ouvindo música da galera e acabei mandando a minha. Na hora me arrependi e imediatamente sai da frente do computador. Passei dias pensando que ele não iria gostar da minha música e posteriormente ele ouviu. Ele é uma pessoa que admiro muito, um produtor gigante, então a opinião dele era muito importante pra mim e rolou que ele gostou e elogiou e lançou um desafio de fazer em português pra ver o que rolava.

Ordinary John carrega originalidade e criatividade como um projeto elegante e moderno, não somente por João Figueirôa que demonstra ser um artista excepcional e completo. Com certeza ouviremos falar mais desse projeto, então vale a pena escutar e conhecer mais um pouco.

Quer saber mais sobre o artista?

Links:
Instagram: @joaofigueiroa/
Spotify:https://open.spotify.com/artist/20EN0UW7SfGyB82OPH69ZR?si=GhDnrcUVS0ODCIHOWSgddQ
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCmSq2P3euw31Ocz5NPq45dw
Twitter: https://twitter.com/theordinaryjohn

Foto: Fernanda Leal

*Dream Pop – É um gênero musical do rock alternativo e neo-psicodelia que se desenvolveu durante a década de 1980. O gênero aborda uma preocupação com as atmosferas sonoras e texturas ambientais, tanto quanto à melodia doce e romântica.

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De Quarto em Quarto. O primeiro festival online promovido pelo coletivo ¼

Ao todo serão 16 horas de show em 3 palcos/salas simultâneos com participação de artistas nordestinos.

O ¼ FEST inicia esse sábado (23/05), às 15h com previsão de término às 7h no domingo (24/05). Esse será o primeiro grande festival do Brasil – Portugal com a proposta que, diferentemente do formato das lives no Instagram e YouTube, oferece mais interação entre os participantes. Ao todo serão 16 horas de evento, com três palcos/salas simultâneos e um lounge, tudo na mesma plataforma, o Zoom. Quase 100 artistas entre DJs e performers de grandes festas e coletivos brasileiros irão apresentar seus projetos de diversos estilos da música eletrônica como o house, acid, techno, disco, além de brasilidades.

O projeto surge sob quarentena justamente com objetivo de unir lugares e pessoas por meio da interatividade. Já tendo realizado web-parties com artistas de diversas localidades, procura-se sempre movimentar a cena artística independente. “A ideia apareceu em um dos debates na 1/4 Talks entendendo também a necessidade de encontrar uma alternativa no meio virtual para monetizar o rolê, afinal, estamos falando de artistas, produtores e pessoas que dependem exclusivamente do dinheiro da sua arte” pontuou Pedro Ribeiro, produtor e um dos idealizadores.

“Se alguém nos tivesse dito esse conceito de zoom parties há pouco mais de 2 meses, nunca teríamos vislumbrado isso”.

O Nordeste está sendo representado por JV, DJ recifense e co-fundador do Coletivo Revérse e a DJ Marina Kumara, visionária na cena da música eletrônica contemporânea de Fortaleza. “O festival soube sobrepor a distância e passar essa mentalidade para os envolvidos de trás do palco. Se antes a internet estava em todos os lugares, agora todos os lugares são a internet. “Hoje a distância é mesma para um artista de recife se apresentar em São Paulo ou em Portugal” comentou JV.

Além disso, em parceria, o Coquetel Molotov entra na participação do Palco Tropical com 2 artistas: Guma, banda de rock brasileiro fundada em Recife que em 2018 lançou seu disco de estreia, Cais, e a Catarinense Gab Ferreira. O Também está ofertando a opção da compra do ingresso da 1/4 FEST + 1 Ingresso para a próxima edição do festival NO AR COQUETEL MOLOTOV.

“É hora de se reinventar! Toda a experiência é vivida dia após dia, acompanhando a evolução da pandemia, entendendo como inovar no meio virtual. Recebemos mensagens de pessoas nos agradecendo por proporcionar esse espaço na quarentena. É algo que nos motiva a continuar investindo tempo, dinheiro e criatividade” – Pedro Ribeiro

O Line up ainda incorpora grandes representantes da cena alternativa brasileira como Cashu – DJ e criadora da Mamba Negra, Miss Tacacá – DJ paraense e criadora da Taka Night de Belém, Tessuto e L_cio ambos figuras importantíssimas representando a Capslock, Larissa Jennings residente da Festa Até às 4 no Rio de Janeiro, Lagoeiro e Ianzona da festa Masterplano de Belo Horizonte e muitos outros.

Ainda estão confirmados nomes como: Benjamim Ferreira (Midnight Riot), Nuven, Sidou (Caule), Trypas Corassão, Zek Picoteiro (Lambateria), Camões, Martha Pinel, From House to Disco, Amplis (Transa!), Linda Green, Mientras Dura, Tooleo (Discothéque), Tríade DJs, Venga Venda, Warehouse DJs, Victin(Bicuda), Fritzzo (Plano/Pane), GB (Base), Jota Januzzi (1010), Maria Kumara (Utrópica) e Supololo (Masterplano).

As performers Annyllynna (Caldo), Arda Nefasta, Aretha Sadick, Gui Mauad (Kode), Irina Gatsalova, Kitty Kawakubo, Luiza Braz Batista, Luscafu, Rezm Orah e Luara Perdonati irão transitar entre as 3 salas principais: Palco Tropical, Palco Discothèque e Palco Techno que ainda conta com propostas visuais de artistas independentes e participação do público.

E tem mais! Juntamente com a rádio Veneno, a ¼ Fest também terá o Lounge Veneno, trazendo mais de 50 artistas, trilha sonora exclusiva e mostra audiovisual para relaxar, bater papo e trocar ideias enquanto o festival está acontecendo em outras salas/palcos.

A ¼ é um coletivo artístico de Portugal, mas 100% brasileiro, que apresenta projetos independentes de música e vídeo, dando espaço para cena de Lisboa ser acessível a todos. Como produtora de conteúdo alternativo, promove debates entre artistas brasileiros e europeus. Dialogando sobre o futuro da arte e do entretenimento, dois Talks já foram realizados buscando conectar o artista e público com a iniciativa da música experimental e sons independentes, além de figuras marcantes do cenário LGBTQ+.

¼ FEST: QUARTO EM QUARTO
Idealizadores: Guilherme Delarmelindo, Isis Prujansky, Lucas Bicudo e Pedro Gonçalves Ribeiro
Data: Dia 23 de maio, 15h às 7h
Palco Techno – 19h às 5h
Palco Tropical – 15h às 23h
Palco Discothèque – 17h às 3h
Lounge Veneno – 21h às 07h

Ingressos: Os ingressos estão disponíveis desde quarta-feira (20) através da plataforma Sympla, com contribuição mínima de R$ 10 – que será revertido para todos os artistas, produtores e colaboradores do evento.
Ingressos SYMPLA

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