A música eletrônica e suas conexões

Feito por Lídia Freitas, ela compartilha que desbravar festivais virou sua paixão.

Hoje vim contar um pouquinho de como começou minha vida de rolezeira.

Comecei a dar role em festival de trance com uns 17 anos… nem preciso falar que foi um caminho sem volta né, me apaixonei! De lá para cá (já se passaram 9 anos, rsrs) eu expandi muito meu gosto musical e comecei a frequentar festivais de música eletrônica sempre que tinha oportunidade. Lembro como se fosse hoje do meu primeiro festival fora do Brasil, um EDC em Londres, 2013. Foi mágico, tudo era incrível, a música, o lugar, as luzes, a forma com a qual eu me sentia segura entre aquelas pessoas… sempre comento que pretendo frequentar festivais para o resto da vida. Quero ser aquela vovó que continua usando preto e ouvindo um som louco.

Dentre todas as experiências, festivais, eventos, encontros e reencontros vim compartilhar um dos dias que mais me marcou, quando senti uma felicidade plena através daquele som e que só de lembrar já começo a sorrir.

Morava na Espanha em 2016, lá rolou um festival no pátio da Universidade de Madrid, o Utopia. Fui com amigas, o dia estava muito quente, comecinho de junho, sol até às 21h…. lembro direitinho do Maceo Plex tocando, depois do festival ouvi esse set umas 20 vezes (rsrs). Que rolê, foi inesquecível. Foi um dos últimos festivais que fui durante esse ano que passei lá, tinha muito sentimentalismo envolvido, era quase que uma grande despedida e, por isso, guardo comigo até hoje cada minutinho daquele fim de semana. Construí naqueles dias memórias eternas com minhas amigas e com os novos amigos que fizemos em Madrid. Inclusive, graças a esses novos amigos passamos a noite num apartamento chiquérrimo que merece ser mencionado (rsrs).

Estávamos hospedadas na casa de uma galera que não nos deu a chave… ‘Na real’, eles pareciam estar meio ‘bodeados’ da gente lá, e aí estávamos cogitando passar a noite rondando pela cidade, sem rumo, até amanhecer. Eis que o pai de um desses amigos que fizemos tinha um puta apartamento (que parecia mais um hotel) e nos abrigou: ou seja, num minuto a gente ia passar a noite sentada no meio fio e no outro estávamos tomando banho com água quente e toalhas brancas fofinhas (rsrs) foi engraçado.

Nesse final de semana, criamos um elo que tenho certeza que vai ser para sempre. A música eletrônica une, espalha amor e cultiva irmandade entre as pessoas, é sério! Nunca mais fui a mesma.

  • Foto: Arquivo pessoal Lídia Freitas
  • Foto capa: Kaorone Photography

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