Música conecta, diversidade agrega, respeito liberta

Este é o lema da Devil’s Den, festa que acontecerá nesta sexta em Recife.

O evento surgiu no final de 2012, época em que o cenário de música eletrônica, estava muito voltado para o EletroHouse e claro, o trance. A ideia da festa veio depois de algumas pesquisas do Rafael Araújo, Ian Chaves e Steve Coimbra (co-fundadores), “lembro que na época a gente parecia que tinha descoberto um novo mundo ao ouvir artistas como Format: B, PleasureKraft”, comenta Rafael. Durante uma conversa entre amigos sobre o projeto, Fernando Figueira e Lucas Lobo aderiram a ideia e tudo foi se encaixando.

Ian que tinha acabado de fazer um curso de DJ no IMEPE, amou as músicas mostrada pelos meninos e disse que ia ensinar ao Rafael e Steve a tocar para que todos pudessem fazer um evento. Junto com a Devil’s surgiu o Doubleminds. De acordo com os envolvidos no evento, a primeira edição teve um grande valor sentimental em suas carreiras, na história da Devil’s e no público recifense, pois neste dia foi apresentado o TechHouse a muita gente que não fazia ideia do que era isso.

Sabe aquela frase: tudo junto e misturado? É a Devil’s Den. Um evento forte (sua cor já diz tudo), bastante presente na cena eletrônica da cidade, com coragem para fazer a diferença, agregando todo tipo de público, como também todo tipo de arte, onde eles próprios alegam que: A Música Conecta, diversidade agrega, respeito liberta.

Este ano para fortalecer o evento e a cena, vale ressaltar a parceria feita com as produtoras Revérse, Ultravioleta e com a gente do portal BITZ.

Conversamos um pouco com o Rafael Araújo sobre a arte ser tão presente em todas as edições do evento, o segredo de se manter como marcar em Recife, o que podemos esperar desta sexta-feira e claro, nossa pergunta que fazemos sempre sobre a cena recifense.

Vamos lá?

1- Desde o início da marca, vocês souberam agregar a arte recifense, como foi isso e atualmente quem participa desta construção?

A nossa ideia foi sempre conectar música e arte. Faz parte do DNA da Devil’s Den explorar o mundo audiovisual ao máximo. A gente teve muita sorte de ter por perto amigos talentosos que reconheceram e abraçaram nosso projeto, dentre eles Pedro Melo, Thiago Couceiro, Pedro Muniz, Thais Cruz, Camila Regueira e coletivos de Pixo. Lembro que desde adolescente a gente sempre se interessou por isso e os roles eram visitas a museus, ateliês e experimentos diversos. Com o passar do tempo, Steve Coimbra foi levando isso mais a sério, fundou o Phantom Five e hoje é curador em uma galeria de arte. Hoje ele é o principal responsável pela curadoria de qualquer tipo de intervenção artística que a gente venha a fazer.

2- Qual o segredo de se manter (como marca) em Recife, sabendo da nossa realidade local?

A gente iniciou em um mercado de música eletrônica aquecido, mas conseguimos trazer algo novo e acho que isso que nos manteve bem no cenário. Sempre tivemos prazer de trazer coisas novas e fora da caixa. Também sempre tivemos consciência de que, em quase 8 anos de atividade, as coisas mudam (incluindo nosso público) e a gente precisa se adaptar para entregar a melhor experiência possível.

3- O que podemos esperar para esta edição e o que vai rolar de diferente?

Estamos muito otimistas com o fato de estarmos realizando esse evento com tantos parceiros antigos e que pensam parecido com a gente. Em momentos como o que vivemos, sentimos um dever social de mostrar o nosso posicionamento. A gente acredita que a Devil’s pode ter um valor fundamental na sociedade.

Falando do evento em si: como sempre a gente planeja transformar completamente o lugar onde a Devil’s Den é realizada de acordo com o que o espaço já oferece como identidade. Dessa vez, trabalhando em cima do Villa Ponte D’uchoa, que é uma casa de festas, buscamos uma ativação com identidade visual de club undergroud. Fazendo o link do rústico, que o lugar já oferece, com o industrial high-tech.

5- O que você acha da cena de música eletrônica de Recife?

A cena aqui se mantém sólida e em muita ascensão. Hoje estou vendo o Techno ter seu espaço na rua e com uma aceitação cada vez maior. Produtoras pioneiras nisso tem trazido ideias muito originais e de graça, na rua. Quando pensamos na música eletrônica de uma forma mais ampla, também enxergamos com muito otimismo os demais tipos de manifestação, vemos uma constante renovação de públicos e a gurizada criando novas labels dentro do universo mais comercial também.

• A Devil’s Den será dia 20 de setembro (sexta-feira) na Villa Ponte D’uchôa;
• Ingressos: https://www.bilheteriadigital.com/devil-s-den-20-09-20-de-setembro;
• Line:

Barja
Jean Bacarreza
Sage Act (live)
STV
Dunno
Nadejda

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MECA – Um festival para todos os públicos

O MECA é uma plataforma multicultural que nasceu em 2010 como um festival de música no Rio Grande do Sul e hoje está presente em cinco estados do Brasil (SP, RJ, MG e PE). Com a proposta de ser um radar da cena cultural nacional e internacional, hoje o MECA produz festivais imersivos e multiculturais, gera conteúdo em canais de mídia proprietários, além de conectar pessoas, marcas e iniciativas culturais em projetos especiais ao longo do ano inteiro. Em 2018, foram mais de 1.400 horas de programação cultural e musical distribuídas em cinco festivais e em eventos na sede do MECA em Pinheiros, como pocket shows, DJ sets, talks e markets. Mais de 35 mil pessoas passaram pelos eventos do MECA em 2018.

Este ano a galera do MECA, resolveu fazer a famosa pesquisa etnográfica na cidade, não entendeu? A gente explica… ao invés de implementar todo o conceito do festival aqui, o pessoal resolveu vim até a cidade (com bastante antecedência) e fazer aquele velho estudo sobre Recife. Mas na real o que rolou foi uma grande conexão entre a produção e o público recifense. Dispostos a entender nossa realidade cultural e musical o MECA foi além e fez com o que o público pudesse participar desta grande plataforma multicultural. Foi como se eles tivessem conhecido um representante de cada tribo da região e decidiram representá-los no próprio festival, implementando um novo conceito de festa para todos os públicos. E claro, a música eletrônica não podia ficar de fora, principalmente neste momento tão quente que estamos vivendo…

De acordo com Danilo Novais, Marketing Manager & Community Planner do MECA, investir em Recife para uma segunda edição era algo certo: “Recife é um dos berços culturais do Brasil. Um dos estados que mais inspira o MECA musicalmente e culturalmente falando. A escolha da cidade tem a ver com essa admiração, com o desejo do MECA de estar conectado com pessoas e lugares que são inspiração para gente. A experiência de 2018 foi incrível, um dos melhores e mais dançantes públicos que o MECA já teve. Daí a certeza de fazer uma segunda edição em 2019. Ou seja, a nossa expectativa está alinhada com o que vivemos ano passado. ”

Já sobre o investir na cena eletrônica não só de Recife, Danilo afirma que veio a partir de sua visita na cidade em julho: “Percebemos como vocês valorizam os artistas nacionais e, mais que isso, os locais recifenses. Ao mesmo tempo em que estão abertos para o novo. E percebemos também uma cena emergente e promissora na cidade, cheia de energia e mentes criativas maravilhosas. Enxergamos que Recife tem uma potência criativa avassaladora! “

Como parte da programação, um time potente de irá se apresenta no Side Stage desde o momento de abertura até o final do festival, esquentando a pista para os shows. Roger Weekes (Inglaterra), DJ de Londres que reside em São Paulo e atualmente é chamado de “disco man”, garante set do jazz ao house com uma mistura de músicas do sul de Londres; Jay West (Argentina), curador e produtor com uma carreira de 15 anos, tem um estilo único e respeitado e seu set é repleto de diversos gêneros como o soul, disco e funk vibes; Iury Andrew, atualmente é o DJ residente da festa Batekoo REC e Pink Lemonade e vai do afro-house ao brega-funk, dialogando com o pop e a black music; JV, o responsável por dar um novo gás no circuito de música do Recife, com o Coletivo Revérse, onde leva a cada palco um set diferente e único que flui entre diferentes estilos de música; Libra, produtora e DJ de música eletrônica de destaque na cena de Recife, além de diretora do curta Frervo; Patricktor4, DJ e produtor baiano, criador do Baile Tropical e especialista em reconectar sonoridades tradicionais a novas texturas urbanas. Para completar, uma dupla residente do MECA, Dimas Henkes e Cleu Oliver, também faz parte do time representando a equipe nas picapes com brasilidades, disco, R&B e pop dançantes.

Programação diurna:

“Música indígena contemporânea: uma riqueza ancestral do Brasil” com Anapuàka Muniz Tupinambá Hã-hã-hãe / (cofundador da Rádio Yandê e do Festival de Música Indígena YBY)

“O que os movimentos culturais sinalizam para 2020?” com Luiz Arruda (head da WGSN Mindset na América Latina)

“Por uma vida mais sustentável na Terra até 2030” com Carlo Pereira (secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU)

Painel “Pernambuco é pop – Como os memes, o cinema e a música pernambucana dão identidade para a cultura do Brasil?” com Ana Garcia (diretora e fundadora do No Ar Coquetel Molotov), China (músico), Aslan Cabral (artista visual e pesquisador livre em arte digital e capital viral) e Amanda Mansur (doutora em Comunicação e professora do Centro Acadêmico do Agreste da UFPE) com mediação de Cleu Oliver (Gerente de Planejamento Criativo do MECA)

Programação Main Stage:

Tulipa Ruiz
Shevchenko & Elloco
Mombojó
Romero Ferro
Noporn
9K

Programação Side Stage:

Roger Weekes (Inglaterra)
Jay west (Argentina)
Patricktor4
Iury Andrew
JV (Revérse)
Libra
Dimas Henkes (MECA)
Cleu Oliver (MECA)

MECABrennand

Data: 14 de setembro de 2019, sábado.
Local: Oficina Brennand – Recife/PE
Horário: 15h às 6h
Compre em http://bit.ly/MECA_Brennand_2019

Acesse: mecabrennand.com
Instagram: https://www.instagram.com/mecalovemeca/?hl=pt-br
Facebook: https://web.facebook.com/mecalovemeca/
Twitter: https://twitter.com/mecalovemeca
Medium: https://medium.com/mecalovemeca

Nos vemos lá? Espero que sim.

Os créditos das fotos no texto/legenda: Fotos do MECABrennand 2018
Helena Yoshioka / I Hate Flash

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Podcast #3 – Eleva

Com muito profissionalismo e persistência em querer enraizar a cultura eletrônica no Nordeste, Eleva é presença recorrente nas melhores festas da região.

Através dos seus projetos com a @level.music (quem não conhece, vale a pena conferir), estimula, divulga e claro, fortalece o trabalho de outros DJs, artistas e núcleos não só de Maceió, cidade onde ela mora, como em todo o Nordeste.

Participativa e engajadora, Eleva foi destaque na revista House Mag em 4 matérias. Em 2018 entrou no ranking das 100 melhores DJs do Brasil pela revista DJanemag. Atualmente, ela é residente do Bar de Praia, em Milagres, um dos destinos turísticos mais paradisíacos de Alagoas e o próximo passo da sua carreira é o lançamento do seu primeiro EP, que traz em suas produções o resultado de sua experiência ao longo desses anos.

Nesta edição do nosso podcast, Eleva fala um pouco sobre sua história, onde já tocou, o que ela faz para cena de Maceió, o que faz pela cena independente do Nordeste, o futuro da música eletrônica na região e por fim, um incrível bate-bola.

E claro, no comando nossos podcasts, @fefa ! Feemarx
Dá o play e senteeeeee o grooveee!

https://soundcloud.com/eleva-oficial
https://www.facebook.com/djelevaoficial
https://www.instagram.com/eleva.oficial/

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